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Rússia começa a reduzir presença militar na Síria

Alepo, Síria - Um homem caminha sobre destroços depois de um ataque aéreo.

© Abdalrhman Ismail / Reuters

A Rússia informou esta sexta-feira ter começado a reduzir a sua presença militar na Síria, devendo o seu único porta-aviões na zona ser o primeiro a deixar a zona de conflito.

"De acordo com a decisão do comandante supremo das forças armadas russas, Vladimir Putin, o ministério russo da Defesa está a começar a redução do destacamento militar na Síria", escreveram as agências russas, citando o chefe do Estado-maior das Forças Armadas russas, Valery Gerasimov.

A retirada começará pela partida da região do porta-aviões Admiral Kuznetsov e dos navios que fazem parte do mesmo grupo, acrescentou a mesma fonte.

"As tarefas definidas para o grupo do porta-aviões na sua missão militar foram cumpridas", disse por seu lado o principal comandante militar da Rússia na Síria, Andrei Kartapolov, citado pelas agências.

Kartapolov disse que a Rússia ainda tem suficientes capacidades defensivas aéreas na Síria, graças aos sistemas S-300 e S-400 destacados no país em guerra.

Moscovo tem sido um importante apoiante do presidente sírio Bashar Al-Assad na guerra civil síria, que começou na primavera de 2011.

Desde setembro de 2015, a Rússia aumentou o seu poder militar no terreno e ao largo da costa síria, no Mediterrâneo, em apoio às forças do regime que visavam recuperar a cidade de Alepo.

As tropas leais a Assad conseguiram no mês passado expulsar os últimos rebeldes da cidade, na sua maior vitória militar em mais de cinco anos de conflito, permitindo a Moscovo lançar uma nova tentativa de chegar a uma solução política para o conflito.

O presidente Putin ordenou a redução da presença militar russa na Síria a 29 de dezembro, quando anunciou um cessar-fogo entre as forças do governo e os rebeldes que desde então fez reduzir os combates.

Já em março do ano passado Putin tinha anunciado uma retirada parcial das forças russas na Síria, mas teve depois de voltar a reforçar a presença no país devido ao intensificar do conflito.

Lusa

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