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Casa Branca diz que críticas de Trump aos serviços de informações são profundamente erradas

Pablo Martinez Monsivais

As críticas de Donald Trump dirigidas aos serviços de informações norte-americanos são "profundamente erradas", afirmou esta quarta-feira o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.

O Presidente eleito, que será o chefe destes serviços após a sua tomada de posse em 20 de janeiro, questionou por diversas vezes a qualidade do seu trabalho e da sua lealdade no decurso da conferência de imprensa que hoje promoveu em Nova Iorque.

Pelo contrário, Josh Earnest elogiou os membros destas organizações, caso da CIA, definindo-os como patriotas que durante décadas serviram os Estados Unidos como militares ou atuando na sombra.

Trump disse hoje na conferência de imprensa que acredita que a Rússia esteve por trás das fugas de informação do Comité Nacional Democrata, mas também criticou asperamente os serviços secretos norte-americanos.

"Acho que foi a Rússia, mas também somos 'hacked' por outros países e outras pessoas. O Comité Nacional Democrata estava completamente aberto a ser 'hacked'. Fizeram um muito mau trabalho", disse.

A conferência de imprensa, que aconteceu na Torre Trump na Quinta Avenida, foi a primeira do Presidente eleito desde julho, quando ainda era o candidato presidencial dos republicanos.

"Se Putin gosta de Donald Trump, adivinhem, isso chama-se uma vantagem e não um defeito", explicou, questionado porque é que não tinha sido alvo dos mesmos ataques.

A CNN, o Washington Post e o New York Times, entre outros, publicaram na terça-feira notícias citando um relatório dos serviços de informações dos EUA segundo o qual a Rússia tem informação comprometedora suficiente para "chantagear" Donald Trump.

Trump chamou as notícias de "uma desgraça" e criticou os órgãos de informação CNN e Buzzfeed por publicarem o relatório integralmente.

Ainda sobre a Rússia, disse que Putin não "devia estar a fazê-lo [espionagem eletrónica a organizações americanas] e não o vai fazer."

"A Rússia vai ter muito mais respeito pelo nosso país quando o estiver a liderar do que quando outras pessoas o lideraram", disse.

Lusa

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