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Nicolás Maduro insiste que parlamento venezuelano está em auto-dissolução

© Oswaldo Rivas / Reuters

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, insistiu esta quarta-feira que o parlamento do seu país, onde a oposição detém a maioria, está em "auto-dissolução" e que o seu Governo jamais fará o que os parlamentares pretendem que faça.

"A Assembleia Nacional está auto-dissolvida (...), a mim não me tremerá o pulso. Jamais iremos fazer o que eles querem que façamos. Dentro da Constituição tudo, fora da Constituição nada", vincou.

Nicolás Maduro falava em Manágua, na Nicarágua, durante uma reunião do Comité Executivo do Foro de São Paulo, na qual participaram mais de 17 delegações de esquerda, nicaraguenses.

"O foro de São Paulo nasceu num momento muito especial, recolhendo o melhor de um século XX de tantas batalhas. Foi um ato justo e necessário, cheio de força criadora", declarou Maduro.

O chefe de Estado venezuelano denunciou que estão em curso "campanhas duras" contra alguns países e vincou que a revolução bolivariana tem aplicado "todas as formas conhecidas e outras", para fazer ver ao mundo que o modelo capitalista fracassou.

Por outro lado, denunciou que o afastamento da ex-Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, foi ordenado pelo cessante chefe de Estado dos EUA, Barack Obama.

"Foi [Barack] Obama quem ordenou derrocar Dilma. Vão lembrar-se de mim quando surgirem os documentos do golpe e vão ver como, desde a embaixada dos Estados Unidos, organizaram o golpe", afirmou.

Segundo Nicolás Maduro, o seu homólogo norte-americano "terminou sendo um Presidente guerreiro que nos desprezou (latino-americanos) e se meteu com a América Latina".

Lusa

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