sicnot

Perfil

Mundo

Assassino de embaixador turco enterrado em campa anónima em Ancara

© Maxim Shemetov / Reuters

Mevlüt Mert Altintas, o assassino do embaixador russo em Ancara, foi esta segunda-feira enterrado numa campa anónima na capital turca, noticiou a agência pró-governamental Anadolu.

Sob as objetivas das câmaras, Altintas, um agente da polícia turca de 22 anos, matou a 19 de dezembro, com nove balas, o embaixador Andrei Karlov, durante a inauguração de uma exposição.

O agente, vestido com um fato preto, foi imediatamente abatido pelas forças de segurança, depois de ter gritado "Allah Akbar" ("Deus é grande") e afirmado querer vingar a cidade síria de Alepo.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, relacionou o assassino à rede do religioso fundamentalista Fethullah Gulen, a quem atribuiu o golpe de Estado falhado de 15 de julho passado.

De acordo com a Anadolu, o corpo do jovem agente foi entregue aos serviços municipais de Ancara, uma vez que ninguém o reclamou após o prazo legal de duas semanas.

O embaixador russo foi enterrado, depois de uma homenagem nacional, no final de dezembro, num cemitério a norte de Moscovo. Em Ancara, a rua onde se situa a embaixada russa foi rebatizada com o nome do embaixador, numa cerimónia a 10 de janeiro.

Este homicídio ocorreu em plena fase de estreitamento das relações entre Ancara e Moscovo, que denunciaram "uma provocação" destinada a sabotar a cooperação bilateral.

Lusa

  • BE acusa direita de bloquear atual comissão à CGD
    1:37

    Caso CGD

    O Bloco de Esquerda acusa a oposição de estar a fazer tudo para impedir as conclusões da comissão de inquérito sobre a Caixa Geral de Depósitos que está em curso. Numa altura em que PSD e CDS já entregaram o requerimento para avançar com uma segunda comissão, Catarina Martins defende que ainda há muita coisa por apurar sobre o processo de recapitalização do banco público.

  • Visita de Costa a Angola pode estar em risco
    2:26

    País

    A visita de António Costa a Luanda poderá estar em risco devido à acusação da justiça portuguesa contra o vice-Presidente de Angola. O jornal Expresso avança que o comunicado com a reação dura do Governo angolano é apenas o primeiro passo e que pode até estar a ser preparado um conjunto de medidas contra Portugal. Para já, o primeiro-ministro português desvaloriza a ameaça e mantém a visita marcada para a primavera.