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Número de civis mortos em dois anos de conflito no Iémen atingiu os dez mil

© Naif Rahma / Reuters

O responsável da ajuda humanitária das Nações Unidas no Iémen disse esta segunda-feira que o número de civis mortos em quase dois anos de conflito no país atingiu os 10.000, a que se somam 40.000 outros feridos.

Jamie McGoldrick, do Serviço para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA), notou, em declarações aos jornalistas, que os dados se baseiam em listas de vítimas recolhidas por estabelecimentos de saúde, pelo que o número real pode ser maior. O conflito no Iémen, a nação mais pobre do mundo árabe, opõe os rebeldes xiitas 'huthis' e forças aliadas a uma coligação internacional liderada por sauditas.

A coligação iniciou uma campanha aérea em março de 2015 para restabelecer o governo reconhecido internacional e que abandonou o país depois de os 'huthis' terem ocupado a capital, Sanaa. As declarações de McGoldrick ocorreram quando o enviado especial da ONU para o Iémen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, chegou a Aden (segunda cidade do país, no sul), que o governo de Abdrabuh Mansur Hadi transformou numa capital temporária.

Segundo responsáveis iemenitas, Ahmed vai apresentar um acordo de paz corrigido a Hadi, que rejeitou a última versão. Os esforços de paz encontram-se num impasse. Hadi tem pressionado para a aprovação de uma resolução do Conselho de Segurança que obrigue os 'huthis' a retirarem de todas as cidades e a entregarem as armas, enquanto os rebeldes xiitas pretendem a partilha do poder para desistirem de território e das armas.

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