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Parlamento da Gâmbia autoriza Jammeh a ficar mais 3 meses como Presidente

Reuters

O Parlamento da Gâmbia aprovou o estado de emergência declarado na terça-feira pelo Presidente cessante, Yahya Jammeh, que o autoriza a ficar mais três meses no poder, segundo a moção divulgada esta quarta-feira por meios de comunicação locais.

A Assembleia Nacional gambiana, cujo mandato também foi prorrogado três meses, tomou a decisão na noite de terça-feira, apenas 24 horas antes de Jammeh terminar o seu mandato de cinco anos e quando devia ceder o poder ao opositor Adama Barrow, que venceu as presidenciais de 01 de dezembro.

"Esta assembleia considera e aprova uma resolução sobre a declaração do estado de emergência na Gâmbia por um período de 90 dias, efetivo de 17 de janeiro a 17 de abril de 2017", refere o texto aprovado pelos parlamentares.

A resolução também prolonga o mandato do parlamento, de 11 de abril a 11 de julho, adianta.

Os deputados condenaram ainda "a ilegal e maliciosa interferência nos assuntos internos da Gâmbia do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, do governo da República do Senegal e do representante do Senegal no Conselho de Segurança da ONU".

Milhares de turistas britânicos começaram esta quarta-feira a ser repatriados da Gâmbia depois de as autoridades do Reino Unido terem desaconselhado as visitas ao país devido à crise política, informou o operador turístico Thomas Cook.

Perante a recusa de Jammeh de aceitar a derrota eleitoral e ceder o poder ao presidente eleito, vários países da África ocidental acordaram na terça-feira enviar tropas para a Gâmbia, o que poderá acontecer "a qualquer momento", segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

Em dezembro, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) ameaçou com uma intervenção militar "para restabelecer a vontade do povo" caso o chefe de Estado cessante insistisse em ficar na presidência do país.

Adama Barrow, que desde domingo se encontra no vizinho Senegal, divulgou um comunicado na segunda-feira assegurando, uma vez mais, que na quinta-feira estará na Gâmbia para fazer o juramento e assumir o cargo.

A União Africana, a União Europeia e a ONU pediram a Jammeh, no poder há 22 anos, que aceite o resultado eleitoral e o presidente cessante também parece cada vez mais isolado no seu país.

Em alguns dias, vários dos seus ministros abandonaram o governo, os últimos dos quais os dos Negócios Estrangeiros, Finanças e Comércio e Turismo.

Nas forças armadas, oficiais que recusavam apoiar Jammeh contra Barrow, como lhes pediam os comandantes da Guarda Republicana, encarregue da proteção do presidente cessante, foram detidos no domingo à noite, segundo uma fonte da segurança referida pela agência France Presse.

Lusa

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