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Snowden celebra comutação da pena de militar que passou documentos confidenciais dos EUA

© Elijah Nouvelage / Reuters

Edward Snowden, que expôs, em 2013, os programas de espionagem dos Estados Unidos, congratulou-se na terça-feira com a comutação da pena de Chelsea Manning, condenada a 35 anos de prisão por passar documentos confidenciais norte-americanos.

"Que seja aqui dito com sinceridade, de coração: Obrigado, Obama", escreveu, no Twitter, o antigo analista da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) que se encontra refugiado na Rússia.

Snowden também utilizou a rede social para enviar uma mensagem a Manning: "Dentro de cinco meses estarás livre. Obrigado pelo que fizeste por todos, Chelsea".

Na semana passada, ao admitir a possibilidade de Chelsea Manning ser perdoada, a Casa Branca esclareceu haver uma "grande diferença" entre o de Manning e o de Snowden, já que a primeira foi condenada e reconheceu a gravidade dos seus atos", enquanto o segundo "fugiu e refugiou-se num país que tentou minar a confiança da nossa democracia".

O porta-voz da Casa Branca Josh Earnest reconheceu que os atos de Chelsea Manning foram "graves para a segurança nacional", mas apontou que os de "Edward Snowden foram muito mais graves e muito mais perigosos".

Depois de a Casa Branca anunciar que o Presidente cessante dos Estados Unidos comutou a pena de Chelsea Manning, o Wikileaks também reivindicou "vitória": "Vitória: Obama comutou a pena de Chelsea Manning de 35 anos para sete. Vai ser libertada a 17 de maio", escreveu o Wikileaks na sua conta no Twitter.

A militar transexual, que antes se chamava Bradley Manning, foi condenada em agosto de 2013 a 35 anos de prisão por espionagem e outras ofensas, por ter passado ao Wikileaks mais de 700.000 documentos confidenciais.

Elogiada pelos seus apoiantes por revelar os abusos perpetrados pelos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão, Manning foi condenada por ter posto o país e compatriotas em perigo.

No início do mês, o Wikileaks referiu que o seu fundador Julian Assange concordava ser extraditado para os Estados Unidos se Barack Obama perdoasse Chelsea Manning.

A advogada do fundador do WikiLeaks, Melinda Taylor, afirmou que o compromisso continua de pé, indicando que "tudo o que (Assange) disse (se) mantém".

Julian Assange encontra-se refugiado na embaixada do Equador em Londres desde junho de 2012, para evitar ser extraditado para a Suíça, onde foi acusado de violação, acusação que nega.

Lusa

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