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Schulz diz que Trump será um desafio para a Europa

© Eric Vidal / Reuters

O ex-presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz considerou esta quinta-feira que a liderança do norte-americano Donald Trump vai representar "um desafio para a Europa", numa entrevista em que classificou o 'Brexit' como "um problema" que enfraquece a União Europeia.

Em entrevista à agência Lusa, durante a participação no Fórum Económico Mundial, em Davos, Suíça, Martin Schulz - o alemão que esta semana deixou a presidência do Parlamento Europeu, dando lugar a Antonio Tajani - falou do Presidente eleito dos Estados Unidos, que toma posse na sexta-feira, do Brexit e dos desafios da Europa. Questionado sobre se Trump vai ser uma ameaça para a Europa, Schulz admitiu que vai representar "um desafio", e deixou uma questão em aberto: "temos de ver se, com a tomada de posse de amanhã (sexta-feira), a campanha eleitoral chegou definitivamente ao fim ou se o Presidente vai continuar no estado de espirito de campanha no Twitter".

O ex-presidente do Parlamento Europeu sustentou que só após Donald Trump assumir funções é que se verá "se há uma abordagem mais racional de um conjunto de questões".

Sobre o "Brexit", a decisão do Reino Unido de abandonar a União Europeia, o político alemão assumiu que vai constituir "um problema". Apontou que o "Reino Unido é um país do G7 (economias mais desenvolvidas) e é a segunda economia na Europa", considerando que é visível que "deixar a União Europeia é enfraquecer a União Europeia". "Para evitar que esta seja uma situação de perda para os dois lados, nós precisamos de uma abordagem racional no processo negocial", defendeu.

Sobre a atuação do seu sucessor no Parlamento Europeu, Martin Schulz referiu que "há uma lição na vida política" que estabelece que "não se deve dar conselhos aos sucessores se estes não forem pedidos"."Por isso, desejo a Antonio Tajani tudo de bom e sucesso para o seu mandato, mas ele vai aplicar os seus deveres no seu estilo próprio", disse apenas.Sobre a situação de crise que atravessa a Europa, o alemão realçou que esta "é a parte mais rica do mundo, mas a distribuição da riqueza não é justa, entre a sociedade e entre países", considerando "fundamental para a estabilidade que se regresse a uma mais justa distribuição de riqueza"."Os cidadãos europeus devem ter o sentimento de que aqueles que têm responsabilidades a nível local e a nível europeu se preocupam com eles individualmente. Os fardos diários dos cidadãos devem estar no centro de todos os debates políticos. Aí vamos reganhar a confiança", advogou.Sobre aquilo que não conseguiu fazer durante o seu mandato, o ex-presidente do Parlamento Europeu lamentou uma promessa que fez e não cumpriu: "Eu queria ter ido à Índia e não tive oportunidade".

Nos corredores do Fórum Económico Mundial, Schulz encontrou, cumprimentou e falou animadamente com o primeiro-ministro, António Costa, que precisamente a semana passada realizou uma visita à Índia.

Lusa

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