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Kerry termina mandato sem se reunir com sucessor

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, terminou esta quinta-feira o seu mandato à frente do Departamento de Estado, mas sem ter passado o testemunho ao seu sucessor, o antigo patrão da ExxonMobil Rex Tillerson.

O porta-voz da diplomacia dos EUA, John Kirby, que também terminou a sua permanência no cargo, indicou que John Kerry "não tinha encontrado" Tillerson por razões de "agenda", mas que estava à sua disposição para o ver ou falar.

O antigo presidente do grupo petrolífero ExxonMobil foi nomeado secretário de Estado em meados de dezembro pelo presidente eleito, Donald Trump, mas a sua nomeação tem de ser confirmada pelo Senado.

A votação pelos senadores não deve acontecer antes da próxima semana.

No entretanto, é o número três do Departamento de Estado, o diretor político Thomas Shannon, que assegura a transição.

Ao abandonar o poder, John Kerry dirigiu-se à imprensa acreditada no Departamento de Estado, acompanhado do seu fiel cão Ben, e aos milhares de funcionários do Departamento reunidos no grande 'hall' do gigantesco edifício situado no sul de Washington.

Confessou-se triste por partir, mas otimista sobre a continuação da política estrangeira que defendeu à cabeça da primeira rede diplomática e consular mundial, animada por 70 mil pessoas.

Diplomata à antiga, homem de boa vontade, fino conhecedor da Europa e do Médio Oriente, John Kerry, 73 anos, destacou os seus êxitos ou aqueles em que participou, como o acordo sobre o nuclear iraniano, o clima, a construção da coligação contra os grupos de terroristas na Síria e no Iraque, a abertura a Cuba ou ainda o acordo de paz na Colômbia.

Mas não se referiu aos seus insucessos, designadamente a mediação no conflito israelo-palestiniano e a sua incapacidade de impor uma solução diplomática e política na Síria.

Agradeceu ao Presidente cessante, Barack Obama, pela grande "latitude" que lhe deu na concretização das políticas presidenciais nos assuntos externos.

John Kerry, que defendeu nos bastidores um tratamento mais firme da Síria, tinha confiado há alguns dias que se sentia "profundamente frustrado" pela incapacidade dos EUA em parar a guerra.

E numa alusão muito crítica a Donald Trump, que vai ser empossado hoje, advertiu: "Todos os demagogos que dizem que estamos em declínio, não têm razão".

John Kerry não disse o que ia fazer depois de uma carreira de 50 anos que o levou da guerra do Vietname aos bancos do Senado, antes de ser candidato às presidenciais em 2004, e secretário de Estado. Admite-se que vá desenvolver projetos no clima.

Em todo o caso, parte com alguns recordes: 128 viagens em quatro anos -- 596 dias passados em viagem --, 91 países visitados, mais de 2,2 milhões de quilómetros percorridos, durante três mil horas, a bordo de um velho Boeing 757, da Força Aérea norte-americana.

Lusa

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