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Comeu neve e gelo para aguentar 58 horas de agonia

Uma das sobreviventes da avalancha que soterrou o hotel Rigopiano, no centro de Itália, diz ter comido gelo e neve para matar a sede e a fome, numa luta pela sobrevivência que durou cerca de 58 horas.

"NÃO CONSEGUI PERCEBER O QUE SE PASSAVA"

Giorgia Galassi, de 22 anos, foi uma das nove pessoas a serem retiradas com vida dos escombros.

A estudante estava sentada num sofá na receção do hotel, acompanhada pelo noivo, quando o pior aconteceu. "Tudo se desmoronou e não consegui perceber nada do que se estava a passar", disse, em declarações ao jornal italiano Corriere della Sera.

O APOIO DO NOIVO

Depois da avalanche, Giorgia percebeu que a receção do hotel se tinha transformado numa espécie de cúpula, com quatro cavernas. "Estava um pouco escuro. Não se ouvia qualquer som do exterior e as nossas vozes ecoavam.", recorda.

A jovem revelou que o seu noivo foi o principal pilar durante todas as horas que passaram soterrados. "Ele apoiou-nos a todos. Por vezes até trauteava uma canção para nos tentar manter calmos", conta.

Giorgia e o noivo, Vincenzo Forti

Giorgia e o noivo, Vincenzo Forti

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SEM COMIDA NEM NOÇÃO DO TEMPO

Giorgia lembra também que as únicas coisas que tinham para comer eram neve e gelo.

"Perdi a noção do tempo e ainda não a recuperei. Mas penso que durou dois dias, talvez um pouco mais". Giorgia esteve presa durante 58 horas.

UM MOMENTO INESQUECÍVEL

Às 11h00 de sexta-feira (10h00 em Lisboa), começou a ouvir-se um som de máquinas e depois vozes, às quais a jovem respondeu "Chamo-me Giorgia e estou viva", palavras que vai sempre recordar como "a coisa mais linda que alguma vez disse"

A avalancha, que pesava cerca de 120 mil toneladas e atingiu o hotel a uma velocidade de 100 km/h, causou pelo menos seis mortos.

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