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Oposição e regimes sírio reúnem-se pela primeira vez desde início da guerra

© Khalil Ashawi / Reuters

A oposição e representantes do Presidente sírio, Bashar al-Assad, sentam-se hoje, pela primeira vez desde o início da guerra na Síria, à mesa das negociações em Astana, capital do Cazaquistão.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, esta reunião vai ser "um importante contributo" para elaborar os parâmetros de um acordo político geral na Síria.

O diálogo entre o Governo de Al-Assad e a oposição vai continuar no início de fevereiro, em Genebra, num formato mais alargado, acrescentou Lavrov, cujo país é um dos organizadores desta reunião, juntamente com o Irão e a Turquia.

Para o vice-primeiro-ministro turco, Mehmet Simsek, uma solução para a guerra na Síria não pode excluir Bashar al-Assad. "Os Estados Unidos não fizeram o que deviam ter feito, o Irão e a Rússia desempenharam um papel significativo para garantir a sobrevivência do regime e, por isso, em defesa de um cessar-fogo permanente e um processo de resolução, é necessário ter em conta esta realidade", disse.

Sobre estas negociações, o responsável turco considerou que as "expetativas são elevadas". "Todos os atores importantes vão estar sentados à mesma mesa. Rússia, Irão, Turquia e os Estados Unidos foram convidados. Todos os atores-chave regionais e globais estarão" na capital cazaque, sublinhou.

A ONU vai acompanhar as negociações pelo emissário das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura. Na quinta-feira, à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos (Suíça), o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou esperar que esta reunião possa "constituir um passo positivo com vista à retomada das negociações intra-sírias sobre a Síria em Genebra".

O regime sírio, que vai estar representado em Astana pelo embaixador na ONU, Bashar al-Jafari, opôs-se à participação da Arábia Saudita e do Qatar, que acusa de apoiarem os grupos extremistas islâmicos.A reunião de Astana foi organizada pela Turquia, que apoia a oposição, e pelo Irão e a Rússia, que apoiam o regime sírio.

A guerra na Síria começou em março de 2011 e provocou já provocou mais de 300 mil mortos, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Com Lusa

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