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UE pede cooperação no Mediterrâneo, região "mais conflituosa" do mundo

17ª - Federica Mogherini, Alta Representante da União Europeia para a Política Externa e Segurança.

© Ruben Sprich / Reuters

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, pediu hoje cooperação entre os países das duas margens do mar Mediterrâneo, que considerou a região "mais conflituosa do mundo".

"Vemos potencial na região", disse a alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, para quem é necessário "um compromisso comum" que torne possível superar conflitos e dificuldades.

Mogherini intervinha hoje na sessão de abertura, em Barcelona, do encontro de responsáveis da diplomacia dos 28 Estados-membros da União Europeia e de 15 países do sul do Mediterrâneo que integram a União para o Mediterrâneo (UpM), fórum de diálogo e cooperação na região euro-mediterrânica.Portugal está representado no encontro pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

A responsável da UE considerou ser necessário um enfoque na "vida real" e dar expectativas de progresso às populações, em particular à juventude, já que "300 milhões de jovens no Médio Oriente e em África não têm voz nem oportunidades". Mogherini sublinhou que a fragilidade da região não deve conduzir ao isolamento, que "debilita todos", e pediu ações para romper com essa dinâmica, nomeadamente através de iniciativas como a da UpM, mediadora para impulsionar processos de desenvolvimento.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Jordânia e co-presidente da UpM, Ayman al Safadi, que concordou que o Mediterrâneo deve ser "uma ponte entre países e não uma barreira" e alertou para o problema do radicalismo extremista do Estado Islâmico. O EI "não representa a fé muçulmana, que celebra a vida e o respeito pelo próximo", sublinhou o governante jordano, que pediu uma solução para o conflito israelo-palestiniano.

Cerca de 60 por cento dos jovens dos países a sul do Mediterrâneo estão em situação de desemprego, indicou Al Safadi, que defendeu a necessidade de responder a este problema e, além disso, de garantir a paz nos países em conflito. A crise dos refugiados, a guerra na Síria, a instabilidade na Líbia e a necessidade de uma solução para o conflito israelo-palestiniano são temas em cima da mesa nesta reunião de ministros e altos cargos diplomáticos, num encontro que pretende essencialmente promover uma troca de opiniões.

O encontro ministerial antecede o fórum regional da UpM, que terá lugar hoje à tarde e na manhã de terça-feira, focado na juventude como fator de desenvolvimento. A UpM foi criada em 2008 por iniciativa francesa e egípcia e é herdeira da Conferência Euro-mediterrânica, constituída em 1995 em Barcelona. A organização pretende promover a cooperação em seis áreas estratégicas: desenvolvimento empresarial, assuntos sociais e civis, ensino superior e investigação, transportes e desenvolvimento urbano, gestão da água e ambiente, e energia e clima.Após o almoço de trabalho dos ministros, terá início uma conferência pública, com a participação de representantes do setor privado e da sociedade civil, dedicada este ano ao papel central da juventude na estabilidade e no desenvolvimento económico e social da região.

Augusto Santos Silva fará uma intervenção na abertura dos trabalhos da conferência.

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