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Trump vai avançar com a construção de dois controversos oleodutos

© Kevin Lamarque / Reuters

O Presidente norte-americano, Donald Trump, vai avançar com a construção de dois controversos oleodutos, incluindo o Keystone XL, projeto que foi rejeitado pela anterior administração de Barack Obama, informaram esta terça-feira os 'media' americanos.

Com uma extensão de 1.900 quilómetros, dos quais 1.400 nos Estados Unidos e os restantes no Canadá, o Keystone XL visa transportar petróleo bruto extraído das areias betuminosas de Alberta, no oeste do Canadá, para o Estado do Nebraska, no centro dos Estados Unidos, de onde será enviado para as refinarias americanas no golfo do México.

Segundo os 'media', o chefe de Estado norte-americano que tomou posse na passada sexta-feira deverá relançar também o projeto de um oleoduto da empresa Energy Transfer Partners no Estado da Dakota do Norte (centro-oeste dos Estados Unidos), cujo traçado foi rejeitado em dezembro passado após uma intensa contestação da comunidade local de nativos americanos e de ecologistas.

A tribo Sioux de Standing Rock acusou a empresa de querer passar o oleoduto, conhecido como Dakota Access Pipeline, em terrenos qualificados como sagrados, onde estão enterrados os seus antepassados, mas também pelas suas reservas de água potável.

Durante a campanha eleitoral das presidenciais americanas, uma das promessas de Trump foi o relançamento do projeto Keystone XL.

"Quero vê-lo construído", declarou então o candidato republicano, advertindo na mesma altura que pretendia renegociar os termos do contrato com a sociedade canadiana TransCanada.

"Vou aprova-lo a 100%, mas quero melhores condições", declarou Trump, em maio do ano passado.

Em finais de 2015, e sete anos depois do primeiro pedido para o licenciamento do oleoduto, Obama rejeitou o projeto Keystone XL e provocou a irritação dos republicanos.

O então Presidente norte-americano considerou que o projeto não era do interesse nacional do país.

"Transportar petróleo bruto pelo nosso país não melhora a segurança energética dos Estados Unidos", disse Obama, que também considerou que a aprovação de tal projeto iria enfraquecer a liderança americana na luta contra as alterações climáticas.

Lusa

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