sicnot

Perfil

Mundo

Número de mortos em ataque da Al-Shebab em Mogadíscio sobe para 28

© Feisal Omar / Reuters

Vinte e oito pessoas morreram e 43 ficaram feridas em consequência de um assalto com armas ligeiras e dois carros-bomba levado a cabo esta quarta-feira por um comando do grupo jihadista Al-Shebab num hotel no centro de Mogadíscio.

"Registámos até agora 28 e 43 feridos. Isto é o que confirmámos com as nossas equipas, mas há outras ambulâncias que transportaram vítimas, não sabemos quantas", indicou à agência France Presse, Abukadir Abdirahman Adem, diretor do principal serviço de ambulâncias na capital somali.

O assalto começou com o rebentamento de um carro bomba que se introduziu no famoso hotel Daya na capital somali, abrindo caminho a um grupo de terroristas que acederam ao interior daquele estabelecimento disparando indiscriminadamente.

Em seguida, um segundo carro-bomba explodiu nas imediações do hotel, causando muitos mortos e feridos, incluindo vários jornalistas que entretanto tinham acedido ao local.

Um ministro do Governo somali que no momento se encontrava dentro do hotel - junto ao Parlamento somali, no centro de Mogadíscio, e muito frequentado por políticos e pelos meios empresariais - disse à EFE que na altura do ataque decorria uma reunião entre grande número de deputados, no âmbito do processo eleitoral que decorre no país.

O grupo Al-Shebab, braço da Al-Qaeda na Somália, reivindicou mais este ataque em Mogadíscio, onde nos últimos meses foram perpetrados numerosos atentados, frequentemente em hotéis e restaurantes frequentados por políticos, provocando a morte de dezenas de civis.

O ataque desta quarta-feira foi o mais violento em 2017, e ocorre numa altura em que o país se prepara para escolher um novo governo.

A Somália não é governada por um governo central e efetivo desde a destituição do regime militar do presidente Siad Barre em 1991, que deu origem a décadas de anarquia e conflitos num país fortemente dividido por vários clãs.

As rivalidades entre clãs e a ausência de imposição da lei constituem terreno fértil para o Al-Shebab, que tem vindo paulatinamente a tomar o controlo do território, frustrando os esforços de imposição de uma administração central eficiente.

Depois de uma série de governos de transição constituídos no estrangeiro, foi possível formar um Parlamento na Somália em 2012 escolhido por 135 clãs, que nomearam os seus representantes.

Esteve prevista uma primeira eleição legislativa por voto universal - uma pessoa, um voto - em 2016, mas os combates e insegurança interna resultaram numa eleição "limitada", em que 14 mil delegados escolhidos votaram para a formação de um parlamento com 275 assentos distribuídos de acordo com os pesos relativos dos vários clãs.

Outros 72 assentos para câmara alta do Parlamento somali foram distribuídos de acordo com as regiões.

Os deputados recentemente eleitos deverão agora escolher um novo Presidente, mas este ato tem sido sistematicamente adiado.

A eleição de 2016 tem sido vista como um primeiro passo no sentido um sufrágio universal, agora previsto para 2020.

Lusa

  • Pelo menos 13 mortos em atentado contra hotel na capital da Somália
    0:29

    Mundo

    Pelo menos 13 pessoas morreram depois de um grupo de homens armados ter atacado esta manhã um hotel em Mogadíscio, capital da Somália. Um carro armadilhado explodiu à entrada do edifício. De acordo com as agências internacionais dezenas de pessoas, incluindo deputados e jornalistas, estavam no hotel na altura do ataque. O atentado já foi reivindicado pelo grupo terrorista Al- Shabaab, com ligações à Al-Qaeda.

  • Elemento dos Super Dragões com medida de coação mais gravosa
    1:37

    Desporto

    Os seis arguidos da Operação Jogo Duplo, que investiga crimes de corrupção e viciação de resultados na II Liga de futebol, saíram em liberdade. A medida de coação mais gravosa é para um membro da claque Super Dragões, que terá de pagar uma caução de 5 mil euros.

  • Mais de 120 pessoas com hepatite A
    2:23

    País

    O surto de hepatite A já infetou 128 pessoas, 60 das quais estão internadas em hospitais de Lisboa e Coimbra. A Direção-Geral da saúde recomenda a vacinação apenas aos familiares dos doentes. Apesar de não haver ruptura de stocks, há farmácias que não têm vacinas.

  • Sobreviventes de Mossul relatam mutilações e execuções do Daesh
    1:32