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Empresário brasileiro envolvido no caso Lava Jato vai entregar-se

O advogado do empresário Eike Batista, cuja prisão preventiva foi esta quinta-feira decretada pela Justiça do Rio de Janeiro, disse que o seu cliente está nos Estados Unidos e deve se entregar às autoridades brasileiras o mais rápido possível.

"Estamos em contato com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal [MPF] , e a intenção dele é cooperar com esses órgãos, como sempre cooperou, e retornar [ao Brasil] o mais rápido possível", disse o advogado Fernando Martins à Agência Brasil.

Segundo o advogado, Eike Batista viajou para as cidades de Nova Iorque e Miami para resolver questões relacionadas com uma decisão judicial das Ilhas Cayman, que esta semana bloqueou bens do empresário no valor de 63 milhões de dólares (59 milhões de euros).

A polícia federal realizou hoje de manhã uma operação no Rio de Janeiro, para tentar cumprir um mandado de prisão preventiva contra Eike Batista, mas o empresário estava fora do país, tendo o MPF solicitado à Interpol que o incluísse na lista das pessoas procuradas pela justiça.

Eike Batista foi acusado dos crimes de corrupção ativa, passiva e organização criminosa, pelo seu alegado envolvimento num esquema de corrupção liderado pelo ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, cujos desvios somam pelo menos 100 milhões de dólares (93 milhões de euros).

O empresário é acusado de pagar subornos no valor de 16 milhões de dólares (14,9 milhões e euros) em troca do favorecimento em licitações de obras públicas.

O mandado de prisão está incluído na operação Eficiência, um desdobramento das investigações de corrupção da operação Lava Jato na Petrobras e em diversos órgãos públicos do Brasil.

Lusa