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Luaty Beirão diz que nunca foi chamado para conversar com ninguém da União Europeia

LUSA

O ativista angolano Luaty Beirão, que esta quinta-fereira foi recebido na subcomissão de direitos humanos do Parlamento Europeu, em Bruxelas, sublinhou que nunca foi "chamado oficialmente para conversar com ninguém da União Europeia" em Angola, "para nenhum tipo de diálogo".

O músico e ativista disse-o aos deputados e outros responsáveis europeus durante a sessão e repetiu-o aos jornalistas portugueses que participam numa visita organizada pelas delegações das instituições europeias em Lisboa.

"Nem se fala de apoio, nunca houve uma proposta nem uma iniciativa" da União Europeia (UE) para com o grupo de ativistas, entre os quais Luaty Beirão, que, desde 2011, tem realizado vários protestos em defesa dos direitos humanos em Angola e, por isso, sido "alvo de agressões e ameaças de morte".

O primeiro contacto de Luaty Beirão com responsáveis europeus aconteceu já na prisão, onde passou mais de um ano, com outros 16 ativistas.

O ativista confessou ter ficado "surpreendido" com "o discurso" que ouviu na subcomissão, segundo o qual a UE tem "um diálogo permanente com os defensores de direitos humanos e as ONG (organizações não-governamentais)" em Angola.

Reconhecendo o interesse da maioria dos eurodeputados pela situação em Angola, o ativista criticou as "entrelinhas da diplomacia", que chegam "perto da inação".

"Com recomendações não se tem chegado lá", recordou, pedindo medidas "mais vigorosas". Por exemplo, a "fiscalização" dos milhões de euros que as instituições europeias investem na sociedade civil angolana."Fiquei espantando", reconheceu, sublinhando que "são muito poucas" as ONG angolanas "credíveis".

Nesse sentido, deixou um alerta aos contribuintes europeus, que pagam esse investimento "do seu bolso".

É necessário saber se o dinheiro "foi realmente bem atribuído" e "se está a dar frutos", ou "se está alguém a beneficiar indevidamente de dinheiro que sai do bolso dos contribuintes europeus".

No final, as eurodeputadas portuguesas Ana Gomes (PS) e Marisa Matias (BE) concordaram com a necessidade de seguir o rasto do dinheiro europeu investido em Angola, mas reconheceram que "não há interesse" em fazê-lo.

Lusa

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