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Maioria dos alemães aprova candidatura de Martin Schulz contra Merkel

Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu.

© Handout . / Reuters

A maioria dos alemães aprova a designação do antigo presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, como candidato social-democrata ao lugar de chanceler nas eleições gerais de 24 de setembro, por considerá-lo um rival à altura de Angela Merkel. É o resutado de uma sondagem da estação pública de televisão ARD.

De acordo com a sondagem da ARD, 64% dos alemães consideram acertada a decisão do Partido Social Democrata (SPD) de que Schulz seja o seu cabeça de lista nas eleições, em lugar do ainda líder do partido mais pequeno da coligação governamental, Sigmar Gabriel.

Entre o universo dos militantes social-democratas, a percentagem de aprovação desta decisão sobe para os 81%.

Não obstante este apoio, a trajetória política de Martin Schulz dentro da própria Alemanha é particularmente discreta.

Deputado ao Parlamento Europeu desde 1994, onde se manteve durante toda a sua carreira política, apenas em novembro último Schulz anunciou que deixava Estrasburgo para se dedicar à política do seu país.

Não surpreende, assim, que 65% dos respondentes na sondagem da ARD admita que desconhece a linha política de Schulz e que 45% considere problemática a sua pouca experiência na política interna alemã.

Ainda assim, Schulz é considerado um rival digno de enfrentar a atual chanceler e o seu índice de popularidade é semelhante ao de Angela Merkel.

Caso o cargo de chanceler resultasse de uma eleição direta, ambos recolheriam 41% dos votos, de acordo com o inquérito de opinião hoje divulgado.

Angela Merkel é considerada a mais competente para o cargo, com 78% de opiniões favoráveis, seguida de Schulz, com 68%.

O líder do SPD, vice-chanceler e ministro da Economia, Sigmar Gabriel, anunciou de forma inesperada na passada terça-feira a sua renúncia a apresentar-se como candidato às eleições gerais, depois de admitir que Schulz teria melhores hipóteses do que ele próprio no confronto eleitoral com Merkel.

A atual chanceler volta a apresentar-se como candidata à sua reeleição pela coligação de direita CDU/CSU, e, caso vença as eleições, exercerá o seu quarto mandato.

Lusa

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