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Muro da fronteira EUA-México começou a ser construído há mais de 20 anos

© Jose Luis Gonzalez / Reuters

O Presidente dos Estados Unidos anunciou esta quarta-feira a construção de um muro na fronteira com o México que vai começar dentro de "meses". Esta era uma das promessas eleitorais e Donald Trump não perdeu tempo e assinou na primeira semana de mandato a ordem para a construção da obra, cujo projeto será feito "de imediato". Este não é, contudo, o primeiro Presidente norte-americano a defender a edificação de uma barreira na fronteira entre os dois países. Um terço do muro já existe e começou a ser erguido há mais de 20 anos.

A construção do muro começou em 1991, durante o mandato de George W. Bush pai, mas a obra foi impulsionada três anos mais tarde com a Operação Guardião, que foi implementada na presidência do democrata Bill Clinton. O principal objetivo foi impedir a imigração ilegal na região de San Diego, Califórnia, na zona mais ocidental na fronteira entre o México e os Estados Unidos.

Ironicamente, o início da construção do muro decorreu durante a criação do Tratado Norte-Americano de Comércio Livre, cujo objetivo era a aproximação entre EUA, México e Canadá, embora mais do ponto de vista económico e não social.

© Mike Blake / Reuters

A extensão do muro já construído tem cerca de 1.000 quilómetros, aproximadamente um terço da fronteira entre os dois países. Numas zonas é uma simples vedação ou parede, não muito elevada e com proteções no topo. Noutras, a barreira é composta por dois muros, entre os quais circulam veículos militares e de fiscalização. Neste tipo de estrutura existem também torres de observação.

A maior parte do muro, que não é uma barreira contínua, está construída na fronteira entre San Diego, nos EUA, e Tijuana, no México. Outras partes do muro ergueram-se nos estados do Arizona, Novo México e Texas. Nas zonas onde não há barreiras físicas, há câmaras de vigilância e alarmes, para além da polícia de fronteira norte-americana.

Em 2006, o republicano George W. Bush filho assinou a legislação Secure Fence Act, que previa a construção de 1.126 quilómetros de muro, mas a obra nunca chegou a avançar devido a protestos e ações judiciais.

A proposta de Donald Trump visa travar a entrada de imigrantes ilegais no território americano. Numa entrevista ao canal americano ABC, Trump voltou a referir que "em última instância" o custo do muro será "reembolsado pelo México" e que o pagamento vai cobrir "100%" do custo do projeto de construção. Facto totalmente rejeitado pelo Presidente mexicano, Enrique Peña Nieto.

De acordo com a Associated Press (AP), não há até agora registo de nenhuma pessoa envolvida em ataques terroristas nos Estados Unidos que tenha entrado ilegalmente no país pela fronteira mexicana.

Estima-se que 11 milhões dos imigrantes ilegais nos EUA tenham entrado no país por terra e que estejam fora dos registos oficiais norte-americanos. Tal como anunciou durante a campanha, Trump quer combater este fenómeno com a construção do muro e o reforço do número de agentes de deportação.

Outro dos argumentos de Trump para a construção do muro é o combate ao tráfico de droga, mas os números mostram, segundo a AP, que a maior parte dos estupefacientes entram nos Estados Unidos pelas fronteiras legais. A maioria chega disfarçada em veículos de mercadorias ou de passageiros.

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