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Filha, genro e três colaboradores de Trump registados para votar em dois estados

Tiffany Trump na Trump Tower em Nova Iorque.

© Stephanie Keith / Reuters

Donald Trump, anunciou quarta-feira que vai pedir "uma grande investigação" sobre a alegada fraude eleitoral nas presidenciais. Na sequência desta diligência, a imprensa norte-americana avança agora que Tiffany Trump, uma das filhas de Trump, está registada para votar em dois estados, tal como o genro Jared Kushner, o porta-voz da Casa Branca Sean Spicer, e outros dois colaboradores próximos da Administração Trump.

De acordo com a lei norte-americana, o registo eleitoral em vários estados não é ilegal, mas a questão torna-se relevante pelo facto de Donald Trump ter dito que o facto de haver eleitores recenseados em mais do que um estado constituía um indício de fraude.

Tiffany Trump, uma das filhas do Presidente dos Estados Unidos, está recenseada na Pensilvânia, onde frequenta a universidade, e em Nova Iorque, onde nasceu.

Tyffany, de 22 anos, é uma das filhas menos conhecidas de Trump, fruto do casamento com a sua segunda mulher, Maria Maples. De acordo com o The Independent, a jovem não terá cometido fraude, uma vez que apenas votou em Nova Iorque.

Esta não é a única pessoa muito próxima do Presidente dos EUA com recenseamento eleitoral em mais do que um estado. De acordo com o The Washington Post, Jared Kushner, genro de Trump e um dos seus principais conselheiros, está registado em Nova Jérsia e Nova Iorque. Também o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, está registado em dois estados, Virginia e Rhode Island.

No total, o jornal The Washington Post já identificou cinco familiares ou colaboradores próximo de Trump na Casa Branca que estavam registados em dois estados, nas eleições de novembro.

Além Tiffany Trump, Jared Kushner e Sean Spicer, somam-se Stephen K. Bannon, principal estratega do Presidente dos EUA na Casa Branca, e Steven Mnuchin, secretário de Estado do Tesouro.

A Casa Branca ainda não reagiu ao pedido do The Washington Post para comentar estas informações.

Trump afirmou esta semana, quando anunciou "uma grande investigação" à alegada fraude eleitoral, que o facto de muitos eleitores estarem registados em dois estados era um indício da existência de votação fraudulenta.

O Presidente alega que o escrutínio de milhões de eleitores é ilegal. Trump afirmou recentemente aos líderes do Congresso norte-americano que está convicto de que até cinco milhões de pessoas terão votado ilegalmente nas eleições presidenciais e gerais de 8 de novembro.

"Nas suas palavras, entre 3 e 5 milhões de pessoas poderão ter votado de forma ilegal, um dado que tem por base estudos a que tivemos acesso", declarou na terça-feira o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, precisamente um dos colaboradores de Trump que estão registados em dois estados.

Até agora, não foi apresentada publicamente qualquer prova que sustente as suspeitas de fraude eleitoral.

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