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Presidente francês pede respeito de princípio de "acolhimento de refugiados"

JO\303\203O RELVAS

O Presidente francês pediu este sábado ao homólogo norte-americano que respeite o princípio de "acolhimento dos refugiados", fundamento das democracias dos dois países, indicou um comunicado da presidência francesa.

Numa conversa telefónica, de iniciativa de Donald Trump, "o chefe de Estado advertiu contra as consequências económicas e políticas de uma estratégia protecionista", sublinhando que, "perante um mundo instável e incerto, o isolamento é uma resposta sem resultados".

Hollande "lembrou a convicção de que o combate pela defesa das democracias" francesa e norte-americana só era eficaz "no respeito dos princípios fundamentais, em particular, o acolhimento dos refugiados".

O chefe de Estado francês insistiu "na importância para o planeta da aplicação da convenção de Paris sobre as alterações climáticas", que Trump questiona.

De acordo com o comunicado da Presidência francesa, Hollande lembrou que a luta contra o terrorismo é uma prioridade comum de Paris e Washington e reafirmou "a determinação em manter as ações no Iraque e na Síria".

"A solução da situação na Síria" deve ser procurada "num quadro político e sob a égide das Nações Unidas (...) nenhuma outra solução seria duradoura ou credível", destacou.

Sobre o Irão, o Presidente francês defendeu "vigilância sobre atitudes do Irão na sua vizinhaça", sublinhando que "o acordo sobre o nuclear deve ser rigorosamente respeitado e plenamente aplicado".

Os dois responsáveis abordaram as relações com a Rússia, com Hollande a reafirmar "a vontade de prosseguir e intensificar o diálogo em todas as questões".

"As sanções ligadas à situação na Ucrânia" só poderão "ser levantadas quando a situação no leste do país" for "resolvida mediante a aplicação total dos acordos de Minsk", disse.

Em Lisboa, onde decorreu este sábado uma "cimeira dos países mediterrânicos da UE", Hollande tinha pedido à Europa para transmitir "com clareza" a Donald Trump que "é uma força, uma garantia, uma proteção e um espaço de liberdade e de democracia".

Lusa