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Embaixadas na Europa informam cidadãos com dupla nacionalidade para não pedirem vistos

© Amir Cohen / Reuters

Embaixadas americanas na Europa estão a aconselhar cidadãos oriundos dos sete países muçulmanos abrangidos pela nova medida de imigração de Donald Trump a não pedirem vistos ou agendarem a entrevista consular necessária, mesmo que tenham dupla nacionalidade.

Este aviso está a ser emitido pelas embaixadas dos Estados Unidos em Londres e Berlim, informou esta segunda-feira a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP).

Um aviso urgente divulgado hoje na página na Internet da representação diplomática norte-americana no Reino Unido informa que a emissão de vistos para estrangeiros oriundos dos sete países abrangidos pela ordem executiva assinada na passada sexta-feira pelo Presidente Donald Trump (Iraque, Irão, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen) "foi suspensa imediatamente até nova notificação".

"Se é cidadão, ou tem dupla nacionalidade, de um desses países, por favor, não agende neste momento a entrevista consular necessária para a atribuição do visto ou pague qualquer taxa associada ao visto", refere a mesma nota informativa.

A embaixada norte-americana em Londres pede ainda aos cidadãos estrangeiros que tenham a entrevista consular já agendada para não comparecerem, porque os serviços da representação diplomática não podem prosseguir com o processo.

O aviso esclarece ainda que "algumas viagens para fins governamentais oficiais, relacionadas com negócios oficiais ou em nome de organizações internacionais designadas, em nome da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), ou por alguns funcionários oficiais, não estão sujeitas a esta suspensão".

Trump assinou no passado dia 27 de janeiro um decreto presidencial que impede a entrada nos Estados Unidos durante três meses aos cidadãos do Iraque, Irão, Iémen, Líbia, Somália, Sudão e Síria, no âmbito de um pacote de medidas para proteger o país de "terroristas islâmicos radicais".

Durante o fim de semana, a ordem executiva anti-imigração de Trump gerou protestos com milhares de pessoas nos principais aeroportos dos Estados Unidos.

Lusa

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