sicnot

Perfil

Mundo

Fenda numa das barreiras de gelo na Antártida com aumento muito rápido

John Sonntag

A Agência Espacial Europeia (ESA) alertou esta quarta-feira que uma das três fendas existentes na barreira de gelo Larsen, na Antártida, tem vindo a crescer "mais rapidamente que nunca" e está prestes a provocar a sua separação da costa.

Se uma barreira de gelo como esta se separar, o movimento dos glaciares localizados nas imediações pode acelerar-se, o que levaria à subida do nível do mar, alertaram especialistas daquela entidade.

A fenda no segmento Larsen C avançou cerca de 60 quilómetros desde janeiro de 2016 e 20 quilómetros desde o início de janeiro deste ano, atingindo já cerca de 175 quilómetros.

"Quando o icebergue se separar definitivamente da barreira de gelo, será um dos maiores jamais registados, embora seja difícil de prever quando vai acontecer", referiu a ESA em comunicado.Segundo a informação, a plataforma de gelo, de 350 metros de espessura, está unida à península antártica apenas por um ponto.

As plataformas de gelo são as porções da Antártida em que a camada de gelo está sobre o oceano e não sobre o solo.A ESA apontou que as barreiras Larsen A e Larsen B seguiram um processo semelhante, com fragmentações em 1995 e 2002, respetivamente.

Estes "diques" de gelo estão ligados aos glaciares em terra firme, desempenhando um papel importante como barreiras de contenção do gelo que se solta no mar.

No início de janeiro, cientistas da Universidade de Swansea, no País de Gales, no Reino Unido, tinham anunciado que um icebergue com cerca de 5.000 quilómetros quadrados, considerado um dos dez maiores jamais registados, estava perto de se desprender da Antártida.Referiam-se a uma comprida fenda no segmento Larsen C, localizado na costa oriental da península antártica, que tinha aumentado rapidamente em dezembro.

Segundo estimativas dos especialistas, se o gelo retido pela barreira Larsen C chegar ao mar, o nível dos oceanos poderá subir cerca de dez centímetros.

Lusa

  • Ambiente e direitos humanos dominam discurso de Costa na ONU
    2:03

    Mundo

    António Costa defendeu uma diplomacia pela paz. O primeiro-ministro português saiu em defesa da língua portuguesa e da presença do Brasil e da Índia no Conselho de Segurança das Nações Unidas. No discurso na Assembleia Geral da ONU, Costa salientou também o compromisso do país em relação ao multilateralismo e às questões ambientais.

  • Em Fátima só há escolas públicas no pré-escolar e 1.º ciclo
    2:48
  • "Só tive tempo de avisar o meu sogro e o meu marido e disse: corram!"
    2:17
  • Furacão Maria volta a ganhar força

    Mundo

    Apesar de ter perdido intensidade, após a passagem por Porto Rico, onde deixou um rasto de destruição, Maria voltou a ganhar força, é agora um furacão de categoria 3. Está a afetar a zona norte de Punta Cana, na República Dominicana com ventos que atingem os 90 km/há e move-se para o noroeste.

  • Drone inglês evita execução do Daesh na Síria
    2:08

    Mundo

    A Força Aérea britânica divulgou esta terça-feira um vídeo que mostra um drone a parar uma execução pública que estaria prestes a acontecer às mãos do Daesh, na Síria. As imagens, apesar de cortadas pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, mostram várias pessoas na rua, uma explosão e, depois, a fuga.

  • Como fazer negócios no mercado dos leilões
    7:15
  • "Não toleramos ameaças de ninguém"
    2:13
  • Número de tartarugas marinhas está a aumentar

    Mundo

    O número de tartarugas marinhas está a crescer, levando investigadores a considerar que os esforços para salvar estes animais são uma "história de sucesso da conservação global", indica um estudo divulgado esta quarta-feira.

  • Tubarões vivem mais tempo do que se pensava

    Mundo

    Uma revisão de dados sobre avaliação da idade dos tubarões revela que muitas espécies têm maior longevidade do que se pensava, o que poderá obrigar a uma revisão dos planos de conservação das mais ameaçadas.

  • Como mudar um templo com 135 anos e 2 mil toneladas... de lugar

    Mundo

    Um templo budista do século XIX é um dos mais populares em Xangai, na China. Visitado diariamente por milhares de pessoas, precisava de ser relocalizado para evitar que uma tragédia acontecesse. E mesmo pesando cerca de duas mil toneladas, a missão acabou por se provar possível.