sicnot

Perfil

Mundo

François Fillon acusa esquerda de "golpe de Estado institucional" contra si 

© Christian Hartmann / Reuters

O ex-primeiro-ministro francês e candidato às presidenciais francesas, François Fillon, disse hoje que a polémica em que foi envolvido relacionada com alegados empregos fictícios da sua mulher como assistente parlamentar é "um golpe de Estado institucional" da esquerda.

Fillon mostrou-se hoje mais ofensivo do que nunca -- de acordo com Thierry Solère, um dos seus lugares-tenentes - numa reunião de deputados do Partido Republicano, em que considerou que tinha sido posto "sob o ponto de mira".

O porta-voz do Governo e ministro da Agricultura, Stéphane Le Foll, defendeu o Partido Socialista francês e o executivo das acusações, considerando-as "inaceitáveis", contrapondo que "cada um deve assumir as suas responsabilidades".

Fillon pediu aos seus apoiantes que esperem "15 dias", prazo em que ele calcula que a investigação preliminar terá concluído os seus trabalhos. Os resultados desta investigação, acredita o político conservador, dar-lhe-ão um novo fôlego para relançar a campanha.

Fillon alertou ainda os seus pares para o perigo de o partido considerar um plano B para o substituir -- cenário que já foi divulgado pela imprensa francesa -, considerando que qualquer solução deste género traduzir-se-á num fracasso eleitoral.

Também Solère sublinhou que "ninguém impedirá Fillon" de concorrer às eleições de abril e maio, considerando que se está a tentar fazer com que os franceses não tenham umas "eleições democráticas".

A polémica, de acordo com uma sondagem publicada pelo jornal económico francês Les Echos, pesa já nas intenções de voto em Fillon, que sofreu uma queda de entre cinco e seis pontos percentuais em menos de um mês e não tem garantida a sua passagem à segunda volta.

O favorito no campo do partido Os Republicanos é agora o ex-ministro da Economia Emmanuel Macron, que não apenas passaria à segunda volta de 7 de maio próximo, como bateria a candidata da extrema-direita, Marine Le Pen, com 65% dos votos.

Fillon insistiu hoje que a sua mulher foi "remunerada legalmente e com uma quantia normal" como sua assistente parlamentar e posteriormente do deputado que o substituiu na circunscrição.

O semanário "Le Canard Enchaîné" revelou hoje que a mulher de Fillon esteve contratada durante 15 anos, e não apenas oito, como foi veiculado antes, e beneficiou de um montante total bruto de salários na ordem dos 831 mil euros, provenientes do erário público.


Lusa

  • Novo dia de protestos contra expropriações na ilha do Farol
    2:30

    País

    A sociedade Polis Ria Formosa concluiu a tomada de posse das construções identificadas como ilegais na ilha do Farol, na Ria Formosa, em Faro. No segundo dia da operação, sob fortes protestos da população, os técnicos da Polis, escoltados pela Polícia Marítima, expropriaram hoje mais 18 construções.

  • Cunhado do Rei de Espanha em liberdade sem caução

    Mundo

    Inaki Urdangarin vai mesmo aguardar o desenrolar do recurso em liberdade na Suíça, onde o marido da Infanta Cristina tem residência oficial e onde terá de se apresentar às autoridades uma vez por mês, para além de estar obrigado a comunicar qualquer deslocação fora da Europa. De fora fica ainda o pagamento da caução de 200 mil euros pedida pelo Ministério Público espanhol.

  • Zeca Afonso morreu há 30 anos
    1:11
  • Compensa comprar a granel?
    8:39
  • "Isto é uma mentira e tem carimbo de Estado"
    2:12

    Opinião

    O preço das botijas de gás em Portugal duplicou nos últimos 15 anos. José Gomes Ferreira esteve no Jornal da Noite, da SIC, onde explicou este aumento, lembrando que a classe política prometeu que se houvesse mais empresas a operar no mercado, os preços desciam. Contudo, José Gomes Ferreira diz que "isto é uma mentira e tem carimbo de Estado". O Diretor-Adjunto de Informação SIC explicou que como o mercado é livre, os operadores vendem aos preços mais altos que podem, deste modo os preços não variam muito entre uns e outros.

    José Gomes Ferreira