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"Shooless": a teoria que descalça os miúdos na escola e os faz ter melhores notas

© Damir Sagolj / Reuters

Esta é, pelo menos, a conclusão de uma escola primária inglesa que acredita nos benefícios da aprendizagem com crianças em ambiente " Shoeless", ou seja, sem sapatos. Sem sapatos, de chinelos, de meias ou qualquer outra coisa que liberte as crianças do desconforto e da compressão a eles associados.

A escola primária de Findern em Derbyshire, Inglaterra, permitiu que os seus alunos usassem chinelos na sala de aula depois de um estudo sugerir que esta condição os ajudaria a obter melhores notas. A ideia foi inspirada em Stephen Heppell, um professor da Universidade de Bournemouth, que estudou o tema durante 10 anos em 25 países e que concluiu que as crianças se comportavam melhor sem sapatos.

A aprendizagem "Shoeless" tem vindo a ser adotada em escolas da Escandinávia e Nova Zelândia.

A diretora da escola, Emma Tichener, seguiu a sugestão e observou que, realmente, os alunos ficaram "mais relaxados".

"Estamos a verificar que as crianças parecem mais relaxadas e mais calmas do que o habitual. Esperamos que com o tempo possamos medir os seus progressos e ver se fez diferença.Estamos à procura de ideias diferentes para melhorar a experiência dos nossos alunos, por isso, se isto funcionar, poderá tornar-se permanente e alargada fora da esfera da primária."

No entanto, a abordagem tenta "apenas melhorar" a aprendizagem dos alunos e "não é uma parte obrigatória" da política da escola.

A academia West Thornton, em Croydon, também tem várias zonas de estudo "shoeless" na escola.

Segundo a professora Ayla Arli, as crianças sentem-se mais confortáveis e as notas melhoram. "Nós vimos definitivamente uma mudança no comportamento". É muito mais calmo nas zonas de aprendizagem, os níveis de ruído caíram. Isto não é apenas um truque, isto realmente tem um impacto na aprendizagem."

© Ivan Alvarado / Reuters

  • Fuga de Vale de Judeus em junho de 1975 no Perdidos e Achados
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    Perdidos e Achados

    Prisão Vale de Judeus, final de tarde de domingo, dia 29 de junho de 1975. O plano da fuga terá sido desenhado por uma vintena de homens. Serrada a presiana metálica era preciso passar, para fora do edifício, as cabeceiras dos beliches onde os presos dormiam. Ao longo de cerca de uma hora 89 detidos, agentes da PIDE/DGS, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado português extinta depois da revolução de 1974, fogem do estabelecimento prisional.

    Segunda-feira no Jornal da Noite