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Conversas telefónicas de Trump com líderes mundiais "azedam"

© Jonathan Ernst / Reuters

O telefonema entre o Presidente norte-americano e o primeiro-ministro australiano correu mal. A questão dos refugiados "azedou" a conversa, "até agora, a pior" com líderes mundiais, segundo o próprio Donald Trump. Também a chamada para o homólogo mexicano assumiu um tom ameaçador. Trump avisou Enrique Peña Nieto de que os EUA estão prontos a enviar tropas para o México para deter os "homens maus".

De acordo com a Associated Press (AP), que teve acesso a excertos da chamada entre Trump e Peña Nieto, não é claro o sentido que o Presidente dos EUA queria dar a "bad hombres" ("homens maus"), nem em que contesto foi feito o aviso. O México rejeita a ameaça de envio de tropas no telefonema que teve lugar na manhã de sexta-feira.

A AP refere que o tom das declarações às quais teve acesso mostra um estilo equivalente ao que Trump usava nos comícios. Já o porta-voz da presidência do México, Eduardo Sanchez, nega que o telefonema tenha sido hostil, garantindo que a conversa teve um "tom construtivo".

Donald Trump durante a conversa telefónica com Malcolm Turnbull, à sua frente estão o conselheiro para a Segurança Nacional, Michael Flynn, e o presidente do Conselho de Segurança Nacional, Steve Bannon.

Donald Trump durante a conversa telefónica com Malcolm Turnbull, à sua frente estão o conselheiro para a Segurança Nacional, Michael Flynn, e o presidente do Conselho de Segurança Nacional, Steve Bannon.

© Jonathan Ernst / Reuters

No sábado, a conversa entre o primeiro-ministro australiano e Donald Trump foi claramente negativa para ambas as partes. Malcolm Turnbull exigiu ao Presidente dos EUA o cumprimento do acordo sobre acolhimento de refugiados, estabelecido com a Administração Obama.

Segundo o The Washington Post, que cita fontes oficias do Governo norte-americano, a conversa que deveria ter durado uma hora, foi abruptamente interrompida por Trump ao fim de 25 minutos.

Mais tarde o Presidente dos EUA escreveu no Twitter: "vamos estudar esse acordo imbecil", referindo-se ao protocolo que estabelece o acolhimento nos Estados Unidos de 1.250 requerentes de asilo na Austrália.

Depois da assinatura do polémico diploma anti-imigração, na sexta-feira, Turnbull queria uma garantia por parte de Trump de que honraria o acordo com a Austrália. De acordo com o The Washington Post, a chamada terminou sem certezas sobre essa matéria.

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