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Criança norte-americana morta no Iémen durante raide ordenado por Trump

Nawar al-Awlaki

Nawar-al-Awlaki foi morta a tiro durante uma operação das forças especiais norte-americanas contra a Al-Qaeda, segundo o jornal britânico The Guardian. A menina de 8 anos era filha de Anwar al-Awlaki, um cidadão norte-americano que fazia parte do grupo radical, morto em 2011 por um drone bombardeiro no Iémen.

Outras 14 pessoas morreram no sábado, incluíndo um militar dos Estados Unidos num raide aprovado por Donald Trump. Ainda não é oficial que a criança esteja entre as vítimas mortais, apesar de a família acreditar nisso e das forças militares dos EUA dizerem ser provável que algumas crianças tenham sido mortas.

"A Al-Qaeda é conhecida por esconder mulheres e crianças nos seus complexos militares, mostrando um desprezo pelas vidas dos inocentes" disse John Thomas, o porta-voz do Comando Central norte-americano. "É isso que torna estes ataques tão trágicos", sublinhou.

A operação foi lançada para procurar informação sobre operações da Al-Qaeda na península Arábica. O planeamento deste raide começou ainda durante a administração de Obama, mas "não tinha sido aprovada", explicou o porta-voz.

Segundo a família da criança, a mesma terá sido morta durante o ataque. Nawar, que os familiares tratavam por Nora, morreu seis anos depois do pai e do irmão de 16 anos, mortos também por forças americanas durante ataques aéreos.

Durante a campanha eleitoral, Trump afirmou à Fox News que "as famílias dos terroristas têm que ser mortas", ação que é considerada um crime de guerra.

John Thomas disse esta terça-feira que as forças militares norte-americanas não sabiam que a menina estava no complexo que atacaram. "Se soubéssemos, não teriam sido mortos quaisquer civis".

Numa entrevista ao jornal The Guardian, o avô da criança disse não acreditar que o exército americano tivesse intenções de matar a sua neta. Nawar foi atingida com um tiro no pescoço e acabou por morrer duas horas mais tarde.

Entretanto foi aberto um inquérito preliminar para determinar se a credibilidade das alegações sobre a morte de civis é suficiente para avançar com uma investigação formal.

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