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Presidente turco repreende Merkel sobre expressão "terrorismo islamita"

© Umit Bektas / Reuters

O Presidente turco Recep Tayyip Erdogan insurgiu-se esta quinta-feira contra o termo "terrorismo islamita" para designar os ataques dos grupos 'jihadistas', e censurou a chanceler alemã Angela Merkel por ter utilizado a expressão numa conferência de imprensa conjunta.

Ao exprimir-se após um encontro com Erdogan em Ancara, Merkel mencionou o "terrorismo islamita" entre os assuntos abordados no decurso das conversações. De imediato, o Presidente turco contestou as declarações da chanceler alemã.

"A expressão 'terrorismo islamita' causa-nos uma profunda mágoa. Semelhante expressão não pode ser utilizada, não é justo. Porque Islão e terrorismo não podem ser associados", disse. "A palavra 'Islão' significa 'paz'.

Em consequência, se associamos duas palavras que associam a paz ao terrorismo, isso penaliza os fiéis dessa religião [Notes:o Islão] ". "Não utilizemos isso, por favor, porque enquanto for o caso seremos forçados a opor-nos. Se permanecermos silenciosos isso significará aceitá-lo. Eu, enquanto muçulmano, enquanto Presidente muçulmano, não o posso aceitar", prosseguiu.

As expressões "terrorismo islamita" e "terrorismo islâmico" são amplamente utilizados por governos e responsáveis europeus para designar os ataques perpetrados por organizações 'jihadistas', designadamente o grupo extremista Estado Islâmico (EI), acusado pelas autoridades turcas de numerosos atentados que atingiram o país nos últimos meses.

O ex-Presidente norte-americano Barack Obama e a sua administração recusavam-se a utilizar esta expressão, mas Donald Trump, o novo inquilino da Casa Branca, elegeu a luta contra o "terrorismo islamita radical" como um dos temas fortes da sua campanha eleitoral.

Durante o discurso de investidura em 20 de janeiro, Trump prometeu "erradicar" o "terrorismo islamita radical".

Erdogan e Merkel mantiveram hoje um encontro tenso na capital turca no decurso de uma visita oficial da chanceler germânica e um reflexo da atual relação entre os dois países devido, entre outros motivos, às acusações de que a Alemanha não apoia a Turquia contra os "grupos terroristas".

A Turquia também pretende a extradição de cerca de 40 soldados envolvidos no fracassado golpe militar em julho e que rejeite os pedidos de asilo de pessoas relacionadas com um movimento que Ancara acusa de ter fomentado o golpe.

Lusa

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    Henrique Cymerman

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