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Senador brasileiro Aécio Neves acusado de receber suborno em Minas Gerais

© Ueslei Marcelino / Reuters

O senador brasileiro Aécio Neves, que concorreu contra a ex-Presidente Dilma Rousseff nas últimas eleições presidenciais, teria participado num esquema de corrupção em Minas Gerais, disse o ex-executivo da Odebrecht Benedicto Junior, noticia esta quinta-feira a imprensa brasileira.

A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, que teve acesso a partes da delação premiada (colaboração em troca da redução da pena) de Benedicto Junior na investigação relacionada com a operação Lava Jato, que pesquisa crimes de corrupção na Petrobras e noutros órgãos públicos do Brasil.

Nessa confissão perante a investigação em curso, o executivo da Odebrecht afirmou que reuniu-se com Aécio Neves para tratar de um esquema de fraude na licitação da obra da Cidade Administrativa, sede do Governo de Minas Gerais, para favorecer grandes construtoras.

Aécio Neves teria orientado o ex-executivo da Odebrecht e membros de outras construtoras a procurarem Oswaldo Borges da Costa Filho, um conhecido colaborador de suas campanhas.

De acordo com o depoimento, Oswaldo Borges da Costa Filho definiu uma percentagem de suborno em troca de favorecimento na licitação, com valores entre 2,5% e 3% sobre o total dos contratos.

A Folha de S.Paulo pediu um comentário ao senador, que comunicado repudiou o teor do relato de Benedicto Júnior e defendeu o fim do sigilo sobre as delações premiadas coletadas nas investigações da operação Lava Jato.

Não é a primeira vez que Aécio Neves é citado nas investigações de corrupção no Brasil, tendo sido mencionado por outros delatores e também apareceu numa lista de subornos pagos a dirigentes políticos, confiscada no interior da Odebrecht em que é designado por "mineirinho".

Lusa

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