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Guerrilha na Colômbia liberta refém em vésperas de negociações de paz

O Exército de Libertação Nacional (ELN), a última guerrilha ativa na Colômbia, libertou hoje um refém, numa demonstração de boa vontade na véspera de conversações de paz para terminar o conflito de 53 anos, anunciou a Cruz Vermelha.

"Fredy Moreno Mahecha, um soldado que estava detido pelo Exército de Libertação Nacional, foi entregue hoje numa zona rural na região de Arauca [no leste da Colômbia] a um grupo de delegados do Comité Internacional da Cruz Vermelha", disse a organização humanitária, num comunicado.

A ação dá um novo impulso à demanda do Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, para alcançar a "paz completa" na Colômbia, depois de ter alcançado um acordo histórico, no ano passado, com o grupo rebelde mais antigo do país, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Mais de 260 mil pessoas morreram e 60 mil desapareceram devido ao conflito na Colômbia, que se arrasta desde o período da Guerra Fria, e é o maior conflito armado no continente americano.

O responsável da Cruz Vermelha na Colômbia, Christoph Harnisch, mostrou-se confiante que a libertação do refém vai "reforçar a confiança" entre o ELN e o Governo.

"O ELN cumpriu a sua palavra", anunciou o grupo rebelde na rede social Twitter, acrescentando: "O soldado capturado em Arauca, quando estava a realizar operações de inteligência, foi libertado".

O ELN tinha capturado Moreno há duas semanas, lançando dúvidas sobre o processo de paz, que deverá começar esta terça-feira na capital do Equador, Quito.

No entanto, na quinta-feira passada houve uma troca de prisioneiros, com o ELN a entregar o seu refém mais prestigiado, o antigo deputado Odin Sanchez, em troca de dois rebeldes que estavam presos.

O ELN, uma guerrilha de esquerda inspirada na revolução cubana, tem cerca de 1.500 militantes.As conversações de paz decorrem após três anos de negociações preliminares secretas.

Lusa


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