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Eventual secretário do Trabalho da administração Trump reconhece ter contratado imigrante ilegal

© Fred Prouser / Reuters

O eventual secretário do Trabalho da nova administração norte-americana, o empresário Andrew Puzder, reconheceu esta terça-feira ter contratado uma imigrante ilegal como governanta, situação que poderá complicar em muito a sua confirmação no Senado.

Um porta-voz do empresário de restaurantes de 'fast-food' declarou entretanto que Andrew Puzder continua empenhado em liderar o Departamento do Trabalho, estrutura do governo federal que supervisiona as leis laborais nos Estados Unidos.

Num comunicado, o empresário informou hoje que ele e a sua mulher não sabiam que a governanta não estava legalmente autorizada para trabalhar nos Estados Unidos durante os vários anos em que esteve contratada.

"Quando tivemos conhecimento da sua situação, imediatamente cancelámos o contrato e oferecemo-nos para a ajudar a obter o estatuto legal", disse Andrew Puzder, garantindo ainda ter pago todos os impostos ao Estado da Califórnia, bem como ter entregado toda a documentação necessária.

Esta situação torna-se incómoda a partir do momento em que o Presidente norte-americano, Donald Trump, defende uma política que privilegia o trabalho americano.

O mesmo empresário já tinha reconhecido que o seu grupo, a CKE Restaurants, contratava serviços na área da tecnologia de uma empresa nas Filipinas, uma prática também fortemente contestada pela administração de Trump.

O novo Presidente americano criticou e ameaçou com elevadas taxas as grandes empresas, como foi o caso de vários fabricantes automóveis, que tencionavam sair do território americano ou recuar com os respetivos investimentos naquele país

.A confirmação de Andrew Puzder no Senado (câmara alta do Congresso norte-americano) não está a ser fácil. Alegando a falta de requisitos éticos e de documentação, a comissão responsável pela confirmação decidiu adiar a audição de Puzder, sem avançar uma possível data para um reagendamento.

"O que ouvimos são histórias sobre como ele passou a sua carreira a explorar trabalhadores para obter lucro, deixando muitos com salários atrasados, sem segurança financeira e sem reforma", afirmou a senadora democrata de Washington Patty Murray, que integra a comissão responsável pela audição do empresário.

Lusa

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