sicnot

Perfil

Mundo

ONU diz que legalização de colonatos ultrapassa "importante linha vermelha"

Construção no colonato judeu de Maale Adumim, na Cisjordânia ocupada por Israel.

© Ammar Awad / Reuters

A nova lei israelita que legaliza colonatos em terras privadas palestinianas ultrapassou uma "importante linha vermelha" que pode abrir caminho a uma anexação da Cisjordânia ocupada, disse hoje o enviado da ONU.

O parlamento israelita aprovou na segunda-feira, com 60 votos a favor e 52 contra, uma lei que permite a Israel apropriar-se de centenas de hectares de terras palestinianas na Cisjordânia ocupada, uma legislação que os palestinianos consideraram "legalizar expropriações".

A lei, a mais recente de uma série de medidas favorecendo a colonização, já foi duramente criticada por responsáveis palestinianos, por parte da comunidade internacional e por organizações não-governamentais, podendo ainda ser travada pelo Supremo Tribunal.

Para o enviado da ONU para o processo de paz israelo-palestiniano, Nickolay Mladenov, a lei estabelece "um precedente muito perigoso".

"É a primeira vez que o Knesset [parlamento israelita] legisla em terras palestinianas ocupadas e particularmente em questões de propriedade. Isso ultrapassa uma linha vermelha importante", disse.

" [A lei] abre a possibilidade de uma anexação total da Cisjordânia e, como tal, compromete substancialmente a solução de dois Estados", acrescentou Mladenov.
O enviado especial referiu também que a lei pode levar a um julgamento de Israel ao Tribunal Penal Internacional, risco para o qual advertiu o Procurador-Geral de Israel.

A nova lei permite que Israel se aproprie de terras privadas palestinianas onde foram construídos colonatos israelitas por desconhecimento de que se tratava de propriedade privada.

Os proprietários palestinianos serão, segundo o texto legal, compensados financeiramente ou com outras propriedades, mesmo que não queiram abdicar das suas propriedades.

Mladenov pediu à comunidade internacional que condene a legislação nos termos mais fortes, mas escusou-se a criticar os Estados Unidos, depois de o Presidente, Donald Trump, ter recusado comentar.

"Penso que foi uma declaração muito preliminar", disse Mladenov, acrescentando: "Obviamente precisam de fazer consultas, é uma nova administração, que acabou de iniciar funções, e deve ter o tempo e o espaço para definir as suas políticas".

Lusa

  • "Quem faz isto sabe estudar os dias e o vento para arder o máximo possível"
    4:15
  • O balanço trágico dos incêndios do fim de semana
    0:51

    País

    Mais de 500 mil hectares de área ardida, 42 vítimas mortais, 71 de feridos, dezenas de casas e empresas destruídas. É este o balanço de mais um fim de semana trágico para Portugal a nível de incêndios florestais.

  • 2017: o ano em que mais território português ardeu
    1:41

    País

    Desde janeiro, houve mais área ardida do que em qualquer outro ano na história registada de incêndios florestais. Segundo dados provisórios do Sistema Europeu de Informação sobre Fogos Florestais, mais de 519 mil hectares foram consumidos pelas chamas até 17 de outubro, o que representa quase 6% de toda a área de Portugal. 

  • "Viverei com o peso na consciência até ao último dia"
    3:00
  • O que resta de Tondela depois dos incêndios
    1:07

    País

    O concelho de Tondela é agora um mar de cinzas, imagens recolhidas pela SIC com um drone mostram bem a dimensão do que foi destruído pelos incêndios. Perto 100 habitações principais ou secundárias, barracões, oficinas e stands arderam. 

  • Moradores reuniram esforços para salvar idosos das chamas em Pardieiros
    2:50

    País

    O incêndio de domingo em Nelas fez uma vítima mortal: um homem de 50 anos, de Caldas da Felgueira, que regressava de uma aldeia vizinha, onde tinha ido ajudar a combater as chamas. Em Pardieiros, no concelho de Carregal do Sal, várias casas arderam e uma jovem sofreu queimaduras ao fugir do incêndio. Durante o incêndio, pessoas reuniram esforços para salvar a povoação.

  • A fotografia que está a correr (e a impressionar) o Mundo

    Mundo

    A fotografia de uma cadela a carregar, na boca, o cadáver calcinado da cria está a comover o mundo. Entre as muitas fotografias que mostram o cenário causado pelos incêndios que devastaram a Galiza nos últimos dias, esta está a causar especial impacto. O registo é do fotógrafo Salvador Sas, da agência EFE. A imagem pode impressionar os mais sensíveis.

  • As lágrimas do primeiro-ministro do Canadá

    Mundo

    O primeiro-ministro da Canadá, Justin Trudeau, emocionou-se esta quarta-feira ao falar de um artista que morreu depois de perder uma luta contra o cancro. Gord Downie, vocalista da banda de rock canadiana "The Tragically Hip", faleceu esta terça-feira, aos 53 anos, vítima de um tumor cerebral.