sicnot

Perfil

Mundo

Presidente do Haiti toma posse após crise eleitoral de quase dois anos

© Andres Martinez Casares / Reu

Jovenel Moise tomou posse esta terça-feira como Presidente do Haiti, após uma crise eleitoral de quase dois anos que paralisou a vida política do país, e vai enfrentar uma economia em dificuldades e uma sociedade dividida.

O empresário, de 48 anos, inicia a sua carreira política num dos mais altos cargos da nação, tornando-se o 58.º Presidente do país mais pobre das Caraíbas.

Jovenel Moise entrou na cena política em 2015 impulsionado por Michel Martelly, eleito Presidente em 2011.

O novo Presidente venceu a primeira volta das Presidenciais em outubro de 2015, mas devido a contestação e fraudes em massa a votação foi anulada.

Foi eleito chefe de Estado em novembro de 2016, depois do escrutínio ter sido reprogramado após a passagem do furacão Matthew pela ilha, tendo a Presidência sido assegurada interinamente pelo presidente do Senado, Jocelerme Privert.

Moise pretende apostar na agricultura para relançar a economia. O Haiti tem uma dívida de dois mil milhões de dólares (1.871 milhões de euros) e o crescimento não deve ultrapassar 1% em 2017.

O Presidente anunciou ter convidado para a tomada de posse os outros 53 candidatos às presidenciais como sinal da sua vontade de apaziguar o clima político, mas a sua vitória à primeira volta continua a ser contestada pelos seus principais rivais.

Moise foi declarado vencedor com 55% dos votos, mas apenas 21% dos eleitores votaram no passado dia 20 de novembro.

Além disso, persistem dúvidas em relação a Moise sobre um possível caso de branqueamento de dinheiro.

O procurador-geral tem em mãos um relatório sobre o caso, podendo decidir não processar, pedir novas investigações ou acusar o presidente.

Por outro lado, a administração de Moise beneficiará de uma maioria no parlamento e prevê-se que o Presidente nomeie o seu primeiro-ministro nos próximos dias.

Lusa

  • Passos explica porque se irritou com Costa
    0:42

    Economia

    Depois das imagens em que surgiu visivelmente irritado com António Costa, no último debate quinzenal, Passos Coelho veio agora explicar porquê. Na discussão com o primeiro-ministro, o líder do PSD não gostou que Costa tivesse insinuado que a fuga de 10 mil milhões de euros para offshores tenha ocorrido por inação do Governo anterior.

  • Ferro Rodrigues desvaloriza críticas do CDS
    3:24

    Caso CGD

    Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de receber em público Ferro Rodrigues antes de um almoço com o presidente da Assembleia da República. O Presidente também recebeu a representante do CDS-PP, Assunção Cristas, que foi apresentar queixa de Ferro Rodrigues e da maioria de esqueda em relação à comissão de inquérito da Caixa Geral de Depósitos. Ferro Rodrigues desvalorizou as críticas.

  • Luaty Beirão agredido em manifestação em Luanda
    1:27

    Mundo

    Luanda tem sido palco de várias manifestações contra a forma como está a decorrer o processo eleitoral em Angola. Esta sexta-feira, uma dessas manifestações acabou em confrontos com as autoridades. Entre os manifestantes estava o ativista Luaty Beirão.

  • Regime de Pyongyang nega envolvimento na morte de Kim Jong-nam 
    1:53

    Mundo

    A polícia da Malásia diz que o irmão do líder da Coreia do Norte foi morto com uma arma química. Os investigadores encontraram vestígios de gás VX no corpo de Kim Jong-nam, um gás letal proibido pelas convenções internacionais. O Governo da Coreia do Sul pediu esta sexta-feira ao regime de Pyongyang que admita que está por detrás da morte de Kim Jong-nam mas o mesmo já veio negar o envolvimento no assassinato.