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Venezuela recusou ajuda humanitária oferecida pelo Brasil

A Venezuela recusou receber ajuda humanitária enviada pelo vizinho Brasil, revelou o Presidente brasileiro Michel Temer, numa carta em que manifesta preocupação pela crise político-económica venezuelana.

"Reafirmo que é com especial preocupação que acompanhamos a situação na Venezuela. Já oferecemos ajuda humanitária, em particular inclusive pela doação de medicamentos. Infelizmente a oferta não foi aceite", afirma, na missiva enviada ao presidente do parlamento venezuelano, Júlio Borges.

O documento, cujo conteúdo foi hoje divulgado em Caracas, explica que o Governo brasileiro continua "na disposição de contribuir, na medida do possível, no mais absoluto respeito pela soberania da Venezuela".

"Saiba vossa excelência e saibam todos os vossos concidadãos, que o Brasil está e sempre estará ao lado do irmão povo venezuelano", sublinha.

Na Venezuela são cada vez mais frequentes as queixas da população sobre as dificuldades para aceder a alguns produtos do cabaz básico alimentar e medicamentos, uma situação que o parlamento venezuelano, em que a oposição é maioritária, considera configurar um quadro de emergência humanitária no país.

Segundo a imprensa venezuelana, o Governo do Presidente Nicolás Maduro tem dificultado a entrada de medicamentos, recolhidos em diversos países e enviados ao cuidado da Cáritas.

O Executivo admite falhas na distribuição de produtos alimentares e medicamentos, mas suspeita que por detrás do apoio esteja a ser configurada uma violação da soberania nacional.

Fontes da Associação Farmacêutica Venezuelana dão conta que a escassez de medicamentos ronda os 85%.

Lusa


  • Fuga de Vale de Judeus em junho de 1975 no Perdidos e Achados
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    Perdidos e Achados

    Prisão Vale de Judeus, final de tarde de domingo, dia 29 de junho de 1975. O plano da fuga terá sido desenhado por uma vintena de homens. Serrada a presiana metálica era preciso passar, para fora do edifício, as cabeceiras dos beliches onde os presos dormiam. Ao longo de cerca de uma hora 89 detidos, agentes da PIDE/DGS, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado português extinta depois da revolução de 1974, fogem do estabelecimento prisional.

    Segunda-feira no Jornal da Noite