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Cerca de 2.500 pessoas assassinadas em janeiro na Venezuela

Marcos Borga

Quase 2.500 pessoas foram assassinadas durante o mês de janeiro na Venezuela, segundo dados do Observatório Venezuelano de Violência (OVV), organização não-governamental que insiste na necessidade de o Estado tomar medidas para travar a criminalidade violenta.

"Isto representa uma média de 80 mortes violentas por dia, o que indica um aumento em relação ao ano anterior quando a média foi de 78", disse o presidente do OVV, Roberto Briceño León, aos jornalistas, em Caracas.

"Não estão incluídas as mortes naturais, as causadas por acidentes, nem suicídios", frisou.

Segundo o mesmo responsável, os dados foram recolhidos por uma equipa de investigadores das universidades Central da Venezuela, Católica Andrés Bello, de Oriente, Católica de Táchira, Centro Ocidental Lisandro Alvarado e de Los Andes.

Roberto Briceño León afirmou que da parte do Governo tem havido sistematicamente "uma conjuntura eleitoral, um momento político, uma situação difícil" que levou a que "as políticas de segurança tenham sido populistas, para se manter no poder, para ganhar eleições, e não tem havido uma intenção real de devolver segurança aos cidadãos".

"Temos já 12 anos de censura oficial sobre os números da violência. O último dado formal completo foi do ano de 2003", frisou, lamentando o silêncio das autoridades sobre a questão.O OVV alerta que a Venezuela "é o país mais violento do mundo" e que ocorrem "28.000 mortes violentas por ano", entre as que são legalmente reconhecidas e também as "que os polícias ou militares matam em operações legais ou extrajudiciais e as que ficam numa situação confusa".

Lusa

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