sicnot

Perfil

Mundo

Malawi critica Madonna por adotar crianças em vez de ajudar as famílias

Madonna com Mercy James em 2010

© Mike Hutchings / Reuters

Organizações de caridade do Malawi criticam a adoção de duas gémeas por Madonna, autorizada ontem. Dizem que a cantora norte-americana devia ter "uma abordagem diferente ajudando as famílias" e não "dar a impressão de que o Malawi é um mercado de crianças pobres prontas a serem adotadas".

Na terça-feira, a juíza do tribunal de Lilongwe autorizou a cantora adotar duas gémeas de quatro anos, Esther e Stella, de um orfanato em Mchinji.

Madonna já tinha adotado do mesmpo orfanato um menino, David Banda, em 2006, e uma menina em 2009, Mercy James. Em 2006, a cantora norte-americana criou a fundação Raising Malawi, para cuidar de órfãos deste país e construir hospitais.

Madonna e o filho David Banda em Nova Iorque em novembro de 2016

Madonna e o filho David Banda em Nova Iorque em novembro de 2016

Greg Allen / AP

"Ela deveria ter uma abordagem diferente, ajudando as famílias pobres com crianças ao invés de as adotar", disse à Agência France Press Maxwell Matewere, diretor da organização não-governamental "Eye of the Child".

"A maioria das famílias adoraria criar os seus filhos em casa se tivessem apoio financeiro", acrescentou.

Para Ken Mhango, o diretor no Malawi da Rede Africana para a Proteção e a Prevenção de Abuso Infantil (ANPPCAN), a cantora dá "a impressão que no Malawi há um mercado de crianças pobres prontas para serem adotadas".

De acordo com a decisão da justiça, consultada hoje pela AFP, Madonna sentiu-se na "obrigação" de adotar as duas gémeas.

De acordo com a juíza Fiona Mwale, que concedeu a permissão de adoção, o trabalho de Madonna nos orfanatos fê-la sentir "obrigada a preencher o vazio na vida" das crianças e "abrir a sua casa".

Mercy e David (atrás) numa visita ao Malawi em julho de 2016

Mercy e David (atrás) numa visita ao Malawi em julho de 2016

Thoko Chikondi / AP

  • O dia que roubou dezenas de vidas em Pedrógrão Grande
    3:47
  • "Reforma da Proteção Civil esgotou prazo de validade"
    2:34

    Tragédia em Pedrógão Grande

    António Costa reconheceu esta quinta-feira que a reforma da Proteção Civil que liderou em 2006 está esgotada, e não pode dar resultados sem uma reforma da floresta. Na mesma altura, o ministro da Agricultura admitiu que os problemas já estavam identificados há uma década, sem explicar por que razão não foram atacados pelo Governo socialista da altura.

  • "De um primeiro-ministro esperam-se respostas, não perguntas"
    0:35

    Tragédia em Pedrógão Grande

    Assunção Cristas acusa o ministro da Agricultura de ter deitado ao lixo a legislação do anterior Governo que poderia ser útil no combate aos incêndios. O CDS exige uma responsabilização política pela tragédia de Pedrógão Grande, diz que há muito por esclarecer e por esse motivo entregou esta quinta-feira ao primeiro-ministro um conjunto de 25 perguntas.

  • Morreu Miguel Beleza

    País

    Miguel Beleza, economista e antigo ministro das Finanças, morreu esta quinta-feira de paragem cardio-respiratória aos 67 anos.

    Última Hora

  • Revestimento da Torre de Grenfell era tóxico e inflamável
    1:52
  • "Estamos a ficar sem espaço. Está na hora de explorar outros sistemas solares"

    Mundo

    O físico e cientista britânico Stephen Hawking revelou alguns dos seus desejos para um novo plano de expansão espacial. Hawking está em Trondheim, na Noruega, para participar no Starmus Festival que promove a cultura científica. E foi lá que o físico admitiu que a população mundial está a ficar sem espaço na Terra e que "os únicos lugares disponíveis para irmos estão noutros planetas, noutros universos".

    SIC

  • Não posso usar calções... visto saias

    Mundo

    Perante a proibição de usar calções no emprego, um grupo de motoristas franceses adotou uma nova moda para combater o calor. Os trabalhadores decidiram trocar as calças por saias, visto que a peça de roupa é permitida no uniforme da empresa para a qual trabalham.

  • De refugiada a modelo: a história de Mari Malek

    Mundo

    Mari Malek chegou aos Estados Unidos da América quando era ainda uma criança. Chegada do Sudão do Sul, a menina era uma refugiada à procura de um futuro melhor, num país que não era o seu. Agora, anos depois, Mari Malek é modelo, DJ e atriz, e vive em Nova Iorque. Fundou uma organização sediada no país onde nasceu voltada para as crianças que passam por dificuldade, como também ela passou.