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Cérebro dos atentados de 11 de setembro acusa EUA de começar a guerra

© Peter Morgan / Reuters

O cérebro dos atentados de 11 de setembro contra Nova Iorque afirma numa carta dirigida ao ex-presidente Barack Obama que os ataques foram consequência da política externa dos Estados Unidos.

O advogado de Khaled Cheik Mohammed disse à France Presse que a carta, de 18 páginas, começou a ser escrita em 2014 e é dirigida "à cabeça da serpente, Barack Obama" e "dirigente da nação da opressão e da tirania".

A carta é datada do dia 08 de janeiro de 2015 mas só chegou à Casa Branca dois anos mais tarde, nos últimos dias da Administração Obama, no passado mês de janeiro.

Khaled, preso na base de Guantánamo, foi autorizado por um juiz militar a enviar a carta para o ex-chefe de Estado norte-americano.

"Não fomos nós que desencadeamos a guerra contra vocês em setembro de 2001. Foram vocês e os vossos ditadores nos nossos territórios" escreve o prisioneiro que assina com as iniciais "KSM".

Os atentados de 11 de setembro de 2001 fizeram pelo menos três mil mortos.

Khaled afirma também que "Deus estava ao lado" dos piratas do ar da Al Qaeda que atacaram Nova Iorque e Washington durante a presidência de George W. Bush.

"Deus ajudou-nos a levar a cabo os atentados de 11 de setembro, a destruir a economia capitalista e a expor a hipocrisia e os vossos argumentos de sempre sobre a democracia e a liberdade", escreve ainda o homem de origem paquistanesa.

O autor do texto, enumera uma lista de "massacres brutais e selvagens" dos Estados Unidos referindo-se à Guerra do Vietnam e ao lançamento das bombas atómicas no Japão.

Khaled fala também do "destino dos palestinianos" e o apoio dos Estados Unidos aos "ocupantes judeus" de Israel.

"As vossas mãos continuam manchadas com o sangue dos nossos irmãos e irmãs e das nossas crianças mortos em Gaza", refere no primeiro parágrafo da carta.

Cheick Mohammed juntou à carta de 18 páginas um manuscrito de 51 páginas com o título "Será que vou morrer quando os Cruzados aplicarem a pena de morte? A Verdade sobre a Morte" e que ilustrou com o desenho de uma corda.

O homem, de 52 anos, e que pode ser condenado à pena capital diz que não tem medo da morte.

"Eu falo da morte com alegria", escreveu.

Lusa

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