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Médicos Sem Fronteiras condenam ataque a trabalhadores da Cruz Vermelha no Afeganistão

© Thierry Gouegnon / Reuters

Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) condenaram esta quinta-feira o ataque contra um comboio da Cruz Vermelha, que aconteceu na quarta-feira, no Afeganistão, e no qual morreram seis trabalhadores e outros dois ainda estão desaparecidos.

"Não há justificação para um ataque tão brutal contra trabalhadores humanitários. Condenamos de forma contundente este ataque e todos os ataques contra a assistência humanitária", referiu num comunicado a presidente da MSF Internacional, Joanne Liu.

A MSF enviou condolências às famílias, amigos e colegas dos mortos e espera que os dois funcionários desaparecidos sejam encontrados.
A organização não-governamental lembrou que muitos afegãos dependem da assistência humanitária para sobreviver e que este ataque só aumentará as dificuldades das entidades que tentam ajudar os civis.

"Estamos em estado de choque e de incredulidade pelo que se passou, sendo este um ataque direto à ação humanitária", acrescentou Joanne Liu.

Quase um mês depois da libertação de um trabalhador espanhol da Cruz Vermelha, que permaneceu sequestrado durante quatro semanas, um grupo de voluntários foi intercetado quando levava alimentação para animais na província de Jawzjan, no norte do Afeganistão, zona controlada por rebeldes e criminosos.

Uma fonte indicou que o ataque foi realizado por "militantes" do grupo extremista Daesh, que até ao momento não reivindicou a ação.

Os talibãs desvincularam-se do ataque, que atribuíram a um grupo de "sequestradores", uma definição que em outras ocasiões utilizaram para se referir ao EI, com quem estão em confronto.

Como resultado do ataque, o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) anunciou, na quarta-feira, a suspensão temporária das suas operações no Afeganistão, depois de sofre a pior tragédia em 20 anos naquele país.

O CICV condenou o ataque "desprezível" e "deliberado" contra os trabalhadores humanitários da organização.

Lusa

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