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Os piores acidentes nucleares no mundo

O desastre de Chernobyl em 1986 foi o pior da história da energia nuclear. Entre outros, destacam-se o acidente de Fukushima, no Japão, em 2011, nos EUA em 1979 e Mayak, nos Urais, ainda na época da União Soviética.

STR/AP

Chernobyl, Ucrânia, 26 de abril de 1986

O reator número 4 da central soviética de Chernobyl, na Ucrânia, explodiu durante um teste de segurança, causando a maior catástrofe nuclear civil da história e deixando mais de 25 mil mortos, segundo estimativas oficiais. O acidente recebeu a classificação de nível máxima, 7. A explosão provocou fugas de radioatividade para a atmosfera equivalentes a 100-500 bombas atómicas como a que foi lançada sobre Hiroshima. Três quartos da Europa foram contaminados.

Katherine Jacobsen / AP

Mayak, União Soviética, 29 de Setembro de 1957

Considerado o segundo maior acidente nuclear da história da ex-União Soviética. Uma falha no sistema de arrefecimento de um tanque que armazenava milhares de toneladas de lixo nuclear provocou uma explosão (não-nuclear) de força correspondente a 75 toneladas de TNT.

A nuvem de radiação libertada atingiu cerca de 470 mil pessoas, provocando pelo menos 200 mortes imediatamente e muitas mais por doenças provocadas pela radiação, que persistem até aos dias de hoje.

PAUL VATHIS / AP

Three Mile Island, EUA, 28 de março de 1979

Uma falha humana impediu o arrefecimento normal de um reator, cujo centro começou a derreter. Os resíduos radioativos provocaram uma enorme contaminação no interior do recinto de confinamento, destruindo 75% do núcleo do reator. Cerca de 140 mil pessoas foram retiradas das proximidades do local. O acidente foi classificado no nível 5 da escala internacional de eventos nucleares (INES), que vai de 0 a 7. A limpeza da área durou até 1993.

AP

Tsuruga, Japão, janeiro a março de 1981

Quatro fugas radioativas na central nuclear de Tsuruga, uma cidade na província de Fukui, a 300 quilómetros de Tóquio, contaminaram algumas centenas de pessoas. Mais de 100 trabalhadores foram expostos a radiações nas tentativas de reparação da central.

Sergei Karpukhin / AP

Tomsk, Rússia, abril de 1993

Uma explosão no tanque de resíduos radioativos em Tomsk-7, cidade secreta da Sibéria Ocidental, provocou a formação de uma nuvem e a projeção de material radioativas. O número de vítimas é desconhecido. A cidade, hoje chamada de Seversk, é fechada e só pode ser visitada a convite. Possui diversos reatores nucleares e indústrias químicas para separação, enriquecimento e reprocessamento de urânio e plutónio.

KATSUMI KASAHARA / AP

Tokai, Japão, março de 1997

A central experimental de Tokai (nordeste de Tóquio) foi parcialmente paralisada depois de um incêndio e de uma explosão que contaminou 37 pessoas.

Tokai, Japão, 30 de setembro de 1999

A mesma central voltou a ser palco de um acidente nuclear devido a erro humano, provocando a morte de dois técnicos. Mais de 600 pessoas, funcionários e habitantes dos arredores, foram expostos à radiação e cerca de 320 mil pessoas foram retiradas das imediações.

Claude Paris / AP

Tricastin, França, 23 de julho de 2008

Durante uma operação de manutenção realizada num dos reatores da central de Tricastin, no sul da França, substâncias radioativas contaminaram ligeiramente uma centena de empregados. Segundo as autoridades francesas, as substâncias chegaram a atingir dois rios próximos ao local.

AP

Fukushima , Japão, 12 março 2011

Um terramoto de magnitude 9 na Escala Richter seguido de tsunami que atingiu o Japão a 11 de março, causou estragos na central nuclear Daiichi, em Fukushima, cerca de 250 quilómetros ao norte de Tóquio. Explosões em três dos seis reatores deixaram escapar radiação em níveis muito elevados.O acidente foi classificado no nível 5 da escala internacional de eventos nucleares (INES) pelas autoridades japonesas.

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