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Eurodeputado acusa Turquia de ter crianças sírias a trabalhar para multinacionais

O eurodeputado comunista Miguel Viegas denunciou esta sexta-feira que continua a haver crianças sírias refugiadas na Turquia a trabalharem para a cadeia de roupa Zara, criticando que a UE pague "cinco mil milhões de euros à Turquia" para campos de refugiados.

"A União Europeia está a dar cerca de 5 mil milhões anuais à Turquia para ter os refugiados em campos, com crianças a trabalhar, por exemplo, para a Zara", disse Miguel Viegas durante um debate sobre "O Semestre Europeu: a visão do Parlamento Europeu", que decorreu hoje na Católica Porto Business School do Porto, em parceria com o gabinete de informação do Parlamento Europeu em Portugal.

O eurodeputado eleito pela coligação PCP-PEV considera que a crise dos refugiados na Europa não se resolve por "falta de vontade política dos Estados Membros" que têm "uma política de desincentivo" para o acolhimento.

"Há uma mensagem clara que visa estigmatizar o fenómeno, que visa criar nas pessoas um sentimento de hostilidade em relação a essas pessoas que são vítimas de uma guerra, ainda por cima que nós, de certa maneira, fomentámos", declarou Miguel Viegas, referindo-se aos cinco mil milhões de euros que a UE vai dar anualmente à Turquia.

Para o eurodeputado, a crise dos refugiados é no fundo uma "expressão que visa introduzir na opinião pública uma ideia de invasão do território europeu".

Mas, quando se olha para os números, essa imagem muda: "Estamos a falar, naturalmente de muitas pessoas.

Quando falamos de um milhão de pessoas é muita gente (...), mas acho que à escala do continente europeu, não só em relação à sua população, mas em relação à sua capacidade de receção, isto não representa rigorosamente nada".

A crise está na "cabeça dos dirigentes da União Europeia", assumiu o eurodeputado comunista durante a sua intervenção e que foi de imediato subscrita pela eurodeputada Sofia Ribeiro, que afirmou que os campos de concentração são "uma vergonha".

A social-democrata, do Grupo do Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos), também concorda que se está a falar de uma percentagem "ínfima de refugiados" e que o problema não está a ser resolvido."A forma como nós não estamos a ser capazes de lidar com a essa situação faz com que eu só possa classificar esta como uma gravíssima crise humanitária".

O 'Semestre Europeu' é um ciclo de coordenação das políticas económicas da UE e orçamentais e centra-se nos primeiros seis meses de cada ano, lê-se na página da Internet do Concelho Europeu.

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