sicnot

Perfil

Mundo

Pelo menos 37 migrantes morreram na fronteira EUA-México em 2017

© Carlos Barria / Reuters

Trinta e sete pessoas morreram na fronteira entre os EUA e o México desde o início do ano, mais oito do que no mesmo período de 2016, divulgou hoje a Organização Internacional das Migrações (OIM).

A organização, que monitoriza os movimentos migratórios em todo o mundo, recusou contudo relacionar estes números com a promessa do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de construir um muro na fronteira.

"É impossível especular", disse numa conferência de imprensa em Genebra o porta-voz da organização, Joel Millman, acrescentando que pode dever-se a vários outros fatores, como a atual boa situação económica norte-americana.

Só esta semana, segundo a OIM, 15 imigrantes foram encontrados mortos no condado de Pima, no Arizona (Estados Unidos), presumivelmente devido a hipotermia ou desidratação, disse o porta-voz.

As autoridades desconhecem quando ocorreram as mortes, disse.
Juntamente com 22 afogamentos no Rio Bravo, na zona de fronteira entre o México e os EUA, registou-se quase uma morte por dia entre 01 de janeiro e 08 de fevereiro.

"Temos assistido a um ritmo muito mais acelerado de afogamentos no Rio Bravo, mas não sabemos se se deve a um maior fluxo de migrantes ou simplesmente a episódios infelizes", disse.

Em todo o ano de 2016, 65 pessoas morreram afogadas no Rio Bravo, segundo números da OIM.

No resto do mundo, nos primeiros 40 dias do ano, a OIM registou um total de 419 mortes de migrantes, uma média de dez pessoas -- homens, mulheres e crianças - por dia.


Lusa

  • Junta de Santa Maria Maior no centro de Lisboa contra despejos de idosos
    3:02
  • "Não há nenhuma meta com Bruxelas", garante Centeno no Parlamento
    0:57

    Economia

    O ministro das Finanças afirma que o Programa de Estabilidade é debatido em Lisboa e não em Bruxelas.Esta manhã, no Parlamento, Mário Centeno assegurou ainda que as metas são as mesmas com que se comprometeu no programa do Governo e garante que não há nenhuma meta acordada com Bruxelas.