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Central de Almaraz vai pedir prolongamento da licença por mais 20 anos

A administração da central nuclear de Almaraz já tem preparado o pedido de prolongamento da licença de exploração após 2020, quando expira a atual licença.

O porta-voz da central nuclear de Almaraz confirmou ao Canal Extremadura que irá apresentar o pedido de prolongamento da licença de funcionamento, já este verão, ao ministério da energia de Espanha. Ao canal de televisão Aniceto González disse ainda que as medidas de segurança adotadas na unidade, com um investimento de mais de 600 milhões de euros nos últimos 10 anos, permitem solicitar uma renovação por mais 20 anos. A concretizar-se o pedido, e se o ministério da energia der a autorização ouvido o Conselho de Segurança Nuclear espanhol, a central de Almaraz poderia vir a trabalhar durante 60 anos.

A confirmação surge no final de uma semana em que o debate sobre o futuro da energia nuclear em Espanha voltou à ordem do dia, após ser conhecido o parecer positivo dado pelo Conselho de Segurança Nuclear (CSN) para a reabertura da central de Santa Maria de Garoña, em Burgos, que está parada desde 2012 por questões de segurança. O CSN deu um parecer positivo condicionado à adoção de determinadas medidas de segurança, e está agora nas mãos do ministério da energia a decisão final. Toda a oposição parlamentar em Espanha e as organizações ecologistas contestam a reabertura e já consideraram que, se for aprovada, é um precedente para a que todas as centrais espanholas que estão à beira de fazer 40 anos possam vir a trabalhar 60 anos ou mais.

A imprensa espanhola deu notícia que o presidente do CSN, Marti Scharfausen, enviou uma carta ao ministro da energia, Álvaro Nadal, a sugerir que sejam aprovadas alterações no articulado das licenças de exploração das centrais nucleares espanholas, para que possam funcionar sem limite temporal, apenas com a obrigatoriedade de revisões gerais periódicas de 10 em 10 anos.

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