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Entidades científicas dos EUA admitem ensaios para edição de genoma humano

As academias norte-americanas de Ciências e Medicina admitem, num relatório divulgado esta terça-feira, a possibilidade de ensaios clínicos visando a edição do genoma humano hereditário (corta e cola de ADN num embrião) para fins terapêuticos e sob supervisão rigorosa.

A edição do genoma (toda a informação genética) a que se refere o relatório significa adicionar, remover ou substituir pares de bases de ADN (moléculas que carregam a informação genética) em gâmetas (células sexuais) ou embriões.

O documento considera que, uma vez que a tecnologia está a avançar muito rapidamente, a edição do genoma em embriões, óvulos, esperma ou células estaminais, no futuro, é "uma possibilidade realista" que merece ser devidamente estudada.

Para avançarem, os ensaios clínicos terão de restringir a edição de genes aos que podem causar ou predispor a uma doença grave e acautelar a equação riscos-benefícios para a saúde, salvaguarda o relatório.

Nos Estados Unidos, a edição do genoma humano é usada na investigação básica e está a começar a ser testada em aplicações clínicas que abrangem células somáticas (células que, ao contrário das reprodutivas, não estão envolvidas na reprodução) e para efeitos de prevenção e tratamento de doenças numa determinada pessoa.

Contudo, é proibida a edição do genoma humano hereditário, da chamada 'linha germinativa' (das células reprodutivas e do embrião).

As academias norte-americanas de Ciências e de Medicina criaram um comité de especialistas internacionais para avaliar questões científicas, éticas, sociais e políticas associadas à edição do genoma humano.

"A edição do genoma humano é uma grande promessa para a compreensão, o tratamento ou para a prevenção de muitas doenças genéticas devastadoras e para melhorar o tratamento de muitas outras doenças", assinalou a copresidente do comité, Alta Charo, citada num comunicado das duas instituições privadas.

A perita em bioética ressalvou, no entanto, que "a edição do genoma para melhorar traços ou capacidades gera preocupações sobre se os riscos podem pesar mais que os benefícios".

Uma das preocupações refere-se à interferência na reprodução humana, muito embora a edição do genoma da 'linha germinativa' possa fornecer a alguns pais portadores de doenças genéticas a possibilidade de terem filhos livres dessas patologias.

Lusa

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