sicnot

Perfil

Mundo

Entidades científicas dos EUA admitem ensaios para edição de genoma humano

As academias norte-americanas de Ciências e Medicina admitem, num relatório divulgado esta terça-feira, a possibilidade de ensaios clínicos visando a edição do genoma humano hereditário (corta e cola de ADN num embrião) para fins terapêuticos e sob supervisão rigorosa.

A edição do genoma (toda a informação genética) a que se refere o relatório significa adicionar, remover ou substituir pares de bases de ADN (moléculas que carregam a informação genética) em gâmetas (células sexuais) ou embriões.

O documento considera que, uma vez que a tecnologia está a avançar muito rapidamente, a edição do genoma em embriões, óvulos, esperma ou células estaminais, no futuro, é "uma possibilidade realista" que merece ser devidamente estudada.

Para avançarem, os ensaios clínicos terão de restringir a edição de genes aos que podem causar ou predispor a uma doença grave e acautelar a equação riscos-benefícios para a saúde, salvaguarda o relatório.

Nos Estados Unidos, a edição do genoma humano é usada na investigação básica e está a começar a ser testada em aplicações clínicas que abrangem células somáticas (células que, ao contrário das reprodutivas, não estão envolvidas na reprodução) e para efeitos de prevenção e tratamento de doenças numa determinada pessoa.

Contudo, é proibida a edição do genoma humano hereditário, da chamada 'linha germinativa' (das células reprodutivas e do embrião).

As academias norte-americanas de Ciências e de Medicina criaram um comité de especialistas internacionais para avaliar questões científicas, éticas, sociais e políticas associadas à edição do genoma humano.

"A edição do genoma humano é uma grande promessa para a compreensão, o tratamento ou para a prevenção de muitas doenças genéticas devastadoras e para melhorar o tratamento de muitas outras doenças", assinalou a copresidente do comité, Alta Charo, citada num comunicado das duas instituições privadas.

A perita em bioética ressalvou, no entanto, que "a edição do genoma para melhorar traços ou capacidades gera preocupações sobre se os riscos podem pesar mais que os benefícios".

Uma das preocupações refere-se à interferência na reprodução humana, muito embora a edição do genoma da 'linha germinativa' possa fornecer a alguns pais portadores de doenças genéticas a possibilidade de terem filhos livres dessas patologias.

Lusa

  • O dia que roubou dezenas de vidas em Pedrógrão Grande
    3:47
  • "Reforma da Proteção Civil esgotou prazo de validade"
    2:34

    Tragédia em Pedrógão Grande

    António Costa reconheceu esta quinta-feira que a reforma da Proteção Civil que liderou em 2006 está esgotada, e não pode dar resultados sem uma reforma da floresta. Na mesma altura, o ministro da Agricultura admitiu que os problemas já estavam identificados há uma década, sem explicar por que razão não foram atacados pelo Governo socialista da altura.

  • "De um primeiro-ministro esperam-se respostas, não perguntas"
    0:35

    Tragédia em Pedrógão Grande

    Assunção Cristas acusa o ministro da Agricultura de ter deitado ao lixo a legislação do anterior Governo que poderia ser útil no combate aos incêndios. O CDS exige uma responsabilização política pela tragédia de Pedrógão Grande, diz que há muito por esclarecer e por esse motivo entregou esta quinta-feira ao primeiro-ministro um conjunto de 25 perguntas.

  • Morreu Miguel Beleza

    País

    Miguel Beleza, economista e antigo ministro das Finanças, morreu esta quinta-feira de paragem cardio-respiratória aos 67 anos.

    Última Hora

  • Revestimento da Torre de Grenfell era tóxico e inflamável
    1:52
  • "Estamos a ficar sem espaço. Está na hora de explorar outros sistemas solares"

    Mundo

    O físico e cientista britânico Stephen Hawking revelou alguns dos seus desejos para um novo plano de expansão espacial. Hawking está em Trondheim, na Noruega, para participar no Starmus Festival que promove a cultura científica. E foi lá que o físico admitiu que a população mundial está a ficar sem espaço na Terra e que "os únicos lugares disponíveis para irmos estão noutros planetas, noutros universos".

    SIC

  • Não posso usar calções... visto saias

    Mundo

    Perante a proibição de usar calções no emprego, um grupo de motoristas franceses adotou uma nova moda para combater o calor. Os trabalhadores decidiram trocar as calças por saias, visto que a peça de roupa é permitida no uniforme da empresa para a qual trabalham.

  • De refugiada a modelo: a história de Mari Malek

    Mundo

    Mari Malek chegou aos Estados Unidos da América quando era ainda uma criança. Chegada do Sudão do Sul, a menina era uma refugiada à procura de um futuro melhor, num país que não era o seu. Agora, anos depois, Mari Malek é modelo, DJ e atriz, e vive em Nova Iorque. Fundou uma organização sediada no país onde nasceu voltada para as crianças que passam por dificuldade, como também ela passou.