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Condições de vida de 750.000 iraquianos no oeste de Mossul preocupam ONU

Abu Wissam, cuja esposa e filho foram mortos pelo Estado islâmico

© Ahmed Saad / Reuters

As condições de vida de cerca de 750.000 iraquianos quase sitiados na zona oeste de Mossul controlada pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) estão a deteriorar-se rapidamente, disse hoje uma responsável da ONU.

A parte oeste da segunda cidade do Iraque está praticamente cercada pelas forças de segurança iraquianas, que preparam uma ofensiva para a reconquistar após terem recuperado aos 'jihadistas' no mês passado a parte leste do último bastião do EI no país.

As forças governamentais, ajudadas pela aviação da coligação internacional dirigida pelos Estados Unidos, lançaram a 17 de outubro a ofensiva para recuperar Mossul.

"Estamos extremamente preocupados com a rápida deterioração das condições (de vida) no oeste de Mossul", declarou a coordenadora das operações humanitárias da ONU no Iraque, Lise Grande.

"As famílias enfrentam graves problemas, metade das lojas estão fechadas", disse Grande durante uma visita ao campo de deslocados de Hassancham, situado entre Mossul e Erbil, a capital da região autónoma do Curdistão iraquiano.

A parte oeste de Mossul é um pouco mais pequena que a leste, da qual está separada pelo rio Tigre, mas é mais povoada.

Um pequeno número de habitantes de Mossul abandonou o leste na cidade no início da ofensiva, mas a responsável da ONU disse esperar um êxodo maior da parte oeste.

Segundo as estimativas da ONU, perto de 200.000 pessoas fugiram de Mossul e dos arredores desde 17 de outubro, embora 46.000 já tenham regressado a casa."Esperamos que 250.000 civis deixem o oeste de Mossul", disse Lise Grande. Adiantou existirem atualmente 20 campos de deslocados e centros de emergência à volta da cidade iraquiana, sublinhando que a ONU e os seus parceiros estão a tentar "criar novos locais ao sul de Mossul".

Os combates para recuperar o oeste de Mossul podem ser ainda mais mortíferos, pois os 'jihadistas' estão entrincheirados nas ruas estreitas da Cidade Velha.

Lise Grande disse ainda que as agências da ONU vão interromper provisoriamente as operações de ajuda em alguns bairros da zona leste que continuam a ser atacados pelo EI, com pesadas baixas entre os civis.

"Até que a segurança melhore será difícil para nós dar assistência", referiu.

Lusa

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