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Coreia do Sul confirma assassínio de meio-irmão de Kim Jong-Un

Shin In-seop

A Coreia do Sul confirmou esta quarta-feira que o meio-irmão do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, foi assassinado na Malásia.

"O nosso governo tem a certeza de que o homem assassinado é Kim Jong-Nam", afirmou Chung Joon-Hee, porta-voz do Ministério da Unificação de Seul.

Segundo noticiaram na terça-feira os media sul-coreanos, Kim Jong-nam, que estaria a aguardar um voo para Macau, foi envenenado na segunda-feira por duas mulheres, não identificadas, no aeroporto internacional de Kuala Lumpur, acabando por sucumbir a caminho do hospital.

A polícia da Malásia indicou estar a investigar o caso enquanto decorrem buscas pelas duas supostas atacantes, que fugiram do local.

Nesse âmbito, vão ser investigados os movimentos de Kim Jong-nam na Malásia, onde estaria desde o passado dia 6, e as pessoas com as quais se encontrou no país, e analisadas as imagens das câmaras de segurança do aeroporto, de acordo com a polícia, citada pela imprensa malaia.

Ainda segundo os meios de comunicação social da Malásia, as autoridades receberam um pedido para a entrega do corpo por parte da embaixada da Coreia do Norte, mas primeiro, antes de tratar desse assunto, vão realizar a autópsia, prevista para esta quarta-feira.

O primeiro-ministro e atualmente Presidente em funções da Coreia do Sul, Hwang Kyo-Ahn, declarou esta quarta-feira que o assassínio de Kim Jong-Nam por agentes ao serviço da Coreia do Norte, se confirmado, ilustra "a brutalidade do regime" de Pyongyang.

"A confirmar-se que o assassínio foi levado a cabo por parte do regime norte-coreano tratar-se-ia de um flagrante exemplo da sua natureza brutal e desumana", afirmou Hwang Kyo-Ahn, durante a referida reunião, convocada esta quarta-feira de urgência pelo Executivo para analisar a situação, segundo a agência noticiosa Yonhap.

Hwang Kyo-Ahn sublinhou a "grande importância" de se esclarecer o caso, assinalando que Seul se encontra a "analisar de perto os movimentos da Coreia do Norte" para determinar o seu eventual impacto na segurança da Coreia do Sul.

Kim Jong-Nam, que teria cerca de 45 anos, era o filho primogénito do ditador norte-coreano Kim Jong-il, filho da sua primeira concubina, a atriz Song Hye-rim.

Até ao início do século XXI era considerado o provável sucessor do pai, que morreu em 2011.

Em 2001, no entanto, foi detido no aeroporto de Tóquio com um passaporte falso com o qual alegadamente queria visitar um parque Disney no Japão.

Emigrou para a China em 1995 e vivia desde então entre Pequim e Macau.

Lusa

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