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Dois jornalistas de rádio da República Dominicana mortos em plena emissão

O diretor de uma rádio na República Dominicana e um dos seus jornalistas foram mortos na terça-feira a tiro por um desconhecido, em pela emissão transmitida em vídeo na internet, informou esta quarta-feira a polícia.

"De momento há dois mortos e uma pessoa ferida", indicou o coronel William Alcantara, porta-voz da polícia nacional em San Pedro de Macorís, cidade situada 61 quilómetros a leste da capital, Santo Domingo.

As vítimas são Leónidas Martínez, jornalista e diretor da rádio 103.5 FM e Luis Manuel Medina, comentador do programa de atualidades "Milenio caliente".

A secretária da estação, Dayana Garcia, ficou ferida no ataque. A emissão estava a ser transmitida em direto no Facebook e no vídeo Medina está a divulgar informações nacionais pelo microfone quando se escutam disparos ao longe, mas o jornalista prossegue o seu trabalho durante alguns segundos.

Antes de o vídeo ser interrompido, segue com um olhar inquieto alguém que acaba de entrar no estúdio, cuja imagem não é visível, e uma voz feminina que grita "tiros, tiros, tiros". Logo de seguida o ecrã torna-se negro.

Os trabalhadores da estação referiram que o atacante dirigiu-se primeiro ao gabinete do diretor da estação antes de entrar ao estúdio de gravação para assassinar o jornalista e depois disparar sobre a secretária.

Na manhã de hoje foi enviado um importante dispositivo policial para a estação de rádio, instalada num centro comercial. Diversos vidros da estação ficaram quebrados e era visível uma enorme mancha de sangue no local.

A Sociedade interamericana de imprensa (SIP), organismo de defesa da liberdade de imprensa no continente americano, condenou em comunicado uma "tragédia que atinge a grande família do jornalismo na República Dominicana" e pediu uma investigação "expedita e profunda para conhecer o móbil, identificar o responsável e conduzi-lo perante a justiça".

O procurador-geral dominicano, Jean Alain Rodríguez, condenou os assassínios e disse que o Ministério público, dirigido pelo procurador fiscal de San Pedro de Macorís, Pedro Núñez Jiménez, em colaboração com a Polícia nacional, iniciou as investigações do caso e prometeu esclarecer o mais rapidamente possível este "horrendo crime".

Uma fonte policial disse à agência noticiosa Efe que já estão a ser investigados diversos detidos, incluindo três homens que supostamente estavam munidos com armas de fogo no interior do centro comercial.

Em 2016, a República Dominicana ocupava o 62.º posto em 179 no índice sobre a liberdade de imprensa estabelecido pelos Repórteres sem fronteiras (RSF).

"Os jornalistas que ousam abordar o tema da corrupção ou do tráfico de drogas são muitas vezes vítimas de violência física, mesmo de morte", refere a página dos RSF na internet relacionada com este país da América Central.

Em 2015, nos Estados Unidos, a morte em direto de dois jornalistas de uma televisão local, num incidente sem precedentes, suscitou uma vaga de choque, em particular pelo facto de o autor dos disparos, um dos seus antigos colegas, ter também filmado a cena para de seguida a difundir nas redes sociais.

Lusa

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