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"Recongelar" o Ártico, novo plano para combater os efeitos do aquecimento global

JOHN MCCONNICO/ AP

A situação desesperada que se vive no Ártico levou a comunidade científica a delinear um plano que possa combater os efeitos do aquecimento global. O Polo Norte tem registado temperaturas 20 graus acima do que seria normal, o gelo derrete a um ritmo sem precedentes e os cientistas anunciam uma forma de "recongelar" o Ártico. Bombear a água do oceano para a superfície pode ser uma solução para combater o rápido degelo.

"Atualmente a única estratégia para lutar contra o aquecimento global tem sido pedir às pessoas que deixem de consumir combustíveis fósseis", disse ao The Guardian um investigador da Universidade Estatal do Arizona. "Essa é uma boa ideia, mas é preciso muito mais do que isso para impedir que o gelo do Ártico desapareça", considerou Steven Desch.

Este investigador participou num estudo que traça um projeto para ajudar a "recongelar" o Ártico. O objetivo é colocar no oceano cerca de 10 milhões de bombas, movidas a energia eólica, que ajudem a fortalecer a camada de gelo nos glaciares, ajudando a combater o efeitos do rápido aumento da temperatura global do planeta.

"Gelo mais resistente significa gelo mais duradouro", defendeu Steven Desch. "O risco do gelo derreter no Ártico no verão será significativamente reduzido", sublinhou o investigador.

A equipa de inestigadores calcula que ao bombear 1,3 metros cúbicos de água para a superfície terá o efeito de aumentar a camada de gelo em 1 metro, o que equivaleria a recuar 17 anos, realçam os cientistas defensores deste método.

JOHN MCCONNICO/ AP

Este não é o primeiro projeto científico que aposta na estratégia de "recongelar" o Ártico. Uma investigação da Universidade de Harvard propõe que sejam disseminadas pelo ambiente partículas que reduzam a incidência de luz solar na Terra.

David Keith, responsável por este estudo publicado na revista Nature Climate Change, explicou ao jornal El Comercio que a ideia para este projeto foi inspirada num fenómeno natural, registado em 1991, nas Filipinas. O vulcão do Monte Pinatubo teve uma erupção que lançou na atmosfera 15 milhões de toneladas de dióxido de enxofre, reduzindo a temperatura na região durante dois anos.

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