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Rússia nega telefonemas a elementos da campanha de Trump

© Sergei Karpukhin / Reuters

A Rússia rejeitou esta quarta-feira informações avançadas pela imprensa americana sobre alegados telefonemas intercetados entre responsáveis dos serviços de informação russos e membros da campanha presidencial de Donald Trump.

"Não acreditem em relatos de jornais, é muito difícil, neste momento, diferenciá-los de falsidades e de invenções", disse o porta-voz do Kremlin (sede da Presidência russa), Dmitry Peskov, numa conferência de imprensa realizada hoje em Moscovo.

Estas novas informações surgiram um dia depois do conselheiro de segurança nacional de Trump, Michael Flynn, ter renunciado ao cargo, após informações de que teria mentido ao vice-presidente, Mike Pence, e a outros funcionários americanos sobre os seus contactos com a Rússia.

O diário The New York Times avançou na terça-feira que responsáveis russos teriam entrado em contacto com Paul Manafort, que foi durante um breve período diretor da campanha de Trump e que apresentaria a demissão após ter sido alvo de suspeitas de corrupção, nomeadamente por ligações ao partido do antigo presidente da Ucrânia, o pró-russo Viktor Yanukovych.

Citando "quatro atuais e antigos funcionários norte-americanos", o diário referiu que chamadas telefónicas intercetadas e registos telefónicos revelaram contactos repetidos com os serviços de secretos de Moscovo.

Os responsáveis escusaram-se a ser identificados e recusaram igualmente a dar o nome de outros elementos da campanha de Trump que terão sido contactados pelos russos.Salientando que as fontes citadas pelo jornal eram anónimas, Peskov afirmou que "talvez tenha chegado a altura de alguém falar abertamente sobre tudo isto".

"Se não se importam, vamos esperar e não vamos acreditar em informações anónimas, que são informações que têm como base nenhum facto", reforçou o porta-voz.O teor das alegadas chamadas telefónicas não foi divulgado.

Após este novo episódio sobre a conturbada e nublosa relação entre Donald Trump e Moscovo, e após a confirmação da demissão de Michael Flynn, o chefe de Estado americano voltou hoje a negar qualquer relação com a Rússia e a classificar o assunto como "um absurdo".

A imprensa americana relatou a existência de contactos entre Flynn e o embaixador da Rússia em Washington, Sergei Kisliak, nas semanas que antecederam a tomada de posse de Trump.

Nesses contactos, Flynn discutiu que a futura administração republicana não iria mostrar a mesma severidade para com Moscovo do que a antecessora administração democrata, nomeadamente em relação às sanções aprovadas após a anexação da Crimeia.

Esta história "de ligações com a Rússia é um absurdo, é apenas uma tentativa de encobrir os muitos erros cometidos pela campanha perdedora de Hillary Clinton", reagiu hoje Donald Trump na rede social Twitter.

As agências de inteligência dos Estados Unidos concluíram em janeiro de que a Rússia terá interferido no processo eleitoral americano, em parte para ajudar o magnata do imobiliário Donald Trump a vencer as eleições de 08 de novembro de 2016.

Lusa

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