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Trump atribui saída de Flynn à comunicação social

© Carlos Barria / Reuters

Donald Trump culpou esta quarta-feira os meios de comunicação "falsos" e as fugas de informação "ilegais" pela renúncia de Michael Flynn como dirigente do Conselho de Segurança Nacional, depois de ter mentido sobre os seus contactos com a Federação Russa.

Durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, Trump disse que a comunicação social "tinha tratado mal, muito injustamente" Flynn, cuja renúncia ele próprio exigiu, depois de ter perdido a confiança neste general reformado, segundo a Casa Branca.

O que aconteceu com Flynn, de quem disse ser um "homem maravilhoso", "é injusto", reforçou Trump.

Segundo Trump, tudo isto pretende apenas "encobrir" a "derrota terrível" que os democratas sofreram a candidatura presidencial de Hillary Clinton, nas eleições de 08 de novembro.

Estes foram os primeiros comentários de Trump sobre a renúncia de Flynn, anunciada na segunda-feira.

Flynn mentiu ao vice-presidente, Mike Pence, e a outros dirigentes sobre os seus contactos com o embaixador russo em Washington, Sergey Kislyak, com quem falou sobre as sanções contra o Kremlin impostas pelo ex-presidente Barack Obama.

Trump decidiu exigir-lhe que renunciasse porque perdeu a confiança nele, segundo a Casa Branca.

No final da conferência de imprensa com Netanyahu, Trump recusou responder a perguntas de vários jornalistas sobre as informações que apontam para as suas "conexões" com os russos, designadamente as de vários assessores da sua campanha eleitoral com agentes dos serviços de informações russos.

Lusa

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