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Forças Armadas acusam EUA de destabilizar a Venezuela com sanções

© Carlos Jasso / Reuters

As Forças Armadas (FA) venezuelanas criticaram esta quarta-feira as sanções impostas pelo Tesouro dos EUA ao vice-Presidente da Venezuela, Tarek El Aissami, dizendo que são "acusações infundadas" e expressam-lhe "apoio incondicional".

"As Forças Armadas Bolivarianas expressam a mais categórica condena um novo ato de ingerência dos EUA, através do Departamento do Tesouro, que atenta de maneira vil contra o cidadão Tarek El Aissami, vice-Presidente da Venezuela, a quem injustamente pretendem manchar a honorabilidade, formulando acusações absolutamente carentes de fundamento e legalidade", refere um comunicado hoje divulgado.

O documento, assinado pelo ministro venezuelano da Defesa, general Vladimir Padrino López, explica que, "como parte da tradicional política intervencionista e imperialista", o Departamento do Tesouro dos EUA assume "atribuições extra-territoriais que violam flagrantemente elementares princípios do direito internacional, com o ignóbil e maquiavélico propósito de minar a imagem do poder executivo e consequentemente a institucionalidade, governabilidade e estabilidade do país" e a revolução bolivariana.

"Para esta nova agressão, recorrem os EUA a organismos tão desprestigiados como a DEA (agência anti-droga norte americana), cuja peculiar amoralidade não tem comparação no mundo inteiro, pois a sua nefasta estrutura sistematicamente é usada de maneira criminosa para afetar Estados e Governos progressistas em função de escuros interesses", afirmam.

O documento termina sublinhando que as FA têm "a certeza de que a altura moral e convicções revolucionárias" de Tarek El Aissami, lhe permitirão "mostrar-se vitorioso sobre a perfídia e premeditação com que hoje é agredido".

"Defenderemos com estoicismo e estrito apelo à Constituição e às leis, à soberania e independência da Pátria, assim como o sentimento de dignidade de todos os filhos e filhas de (Simón) Bolívar e de (Hugo) Chávez", conclui.

Os EUA impuseram, segunda-feira, sanções financeiras contra o número dois do chavismo, o vice-Presidente da Venezuela, Tarek El Aissami, a quem acusam de ter "facilitado a entrega de drogas" em troca de pagamentos.

As sanções são o "culminar de vários anos de investigação aos principais traficantes de drogas para os Estados Unidos e demonstram que a influência e o poder não protegem aqueles que se envolvem em atividades ilegais", refere, em comunicado, o Departamento do Tesouro.

Tarek El Aissami, 42 anos, um dos líderes mais influentes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), no poder desde 1999, foi nomeado para a vice-Presidência do país em janeiro.

Lusa

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