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Forças armadas de França treinam águias para caçar drones

Quatro águias-reais estão a ser treinadas há seis meses pelas forças armadas francesas no sudoeste do país para caçar aeronaves não tripuladas (drones) que podem interferir com o tráfego aéreo, informou hoje a agência France-Presse.

"As águias estão a progredir bem, os resultados são encorajadores", comenta o comandante Christophe, do Esquadrão do Serviço de Tráfego Aéreo, unidade que avalia aquela capacidade.

As quatro águias, com 8/9 meses, foram batizadas com o nome dos célebres mosqueteiros, D'Artagnan, Aramis, Athos e Porthos.
Estão a ser treinadas na caça ao drone em Mont-de-Marsan, uma das cinco bases aéreas em França com falcoaria, com falcões e açores, encarregados habitualmente de assustar as aves que se encontram perto das pistas.

A águia-real foi escolhida porque, "como todas as aves de rapina, tem uma visão muito desenvolvida", pode detetar uma presa a dois quilómetros, é grande, robusta e uma ave "muito corajosa", explica Gérald Machoukow, falcoeiro civil que trabalha na base, citado pela AFP.

A polícia holandesa, pioneira, treina aves de rapina para intercetarem drones desde o final de 2015. Gérald Machoukow foi avaliar a experiência e voltou convencido de que as águias podiam fazer o trabalho.

As águias da base foram alimentadas desde as três semanas sobre carcaças de drones e rapidamente associaram o drone à comida, que um dia começou a voar. O instinto de caçador fez o resto e o automatismo drone=alimento é perpetuado através de exercícios em que a captura do drone é recompensada com um pedaço de carne.

Segundo o Comando da Defesa Aérea, o projeto Aves de Rapina -- Drones será avaliado durante 24 meses, mas a primeira impressão é positiva.

As aves poderão ser utilizadas para "proteger instalações, como um aeroporto, ou acontecimentos, como um jogo de futebol, uma cimeira, a visita de uma alta individualidade, etc", indica o comandante Laurent, adiantando que podem caçar aeronaves de até quatro quilogramas, que representam mais de 75% da "ameaça drone".


Lusa